Patrimar aposta em São Paulo e CEO crava: "O Minha Casa, Minha Vida está acima de qualquer governo"
- Redação Liga News
- há 1 dia
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Em entrevista à Folha de S. Paulo, o CEO da Patrimar, Alex Veiga, explica por que escolheu São Paulo para expandir a Novolar, afirma que o Minha Casa, Minha Vida está "acima de qualquer governo" e diz que a alta dos juros exige mais prudência do que ousadia.

Depois de consolidar operações em Minas Gerais, Rio de Janeiro e interior paulista, a Patrimar decidiu entrar na capital paulista — mas pela porta do Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Segundo Alex Veiga, CEO da companhia, a estratégia faz parte do plano de dobrar o tamanho do grupo e equilibrar o portfólio entre empreendimentos de alto padrão, da marca Patrimar, e projetos econômicos, conduzidos pela Novolar.
A estreia acontece com lançamentos nas zonas Norte e Leste da cidade, mas sem pressa para disputar o mercado premium.
"Mineirinho é um passo atrás do outro, subindo a escada degrau por degrau. Acho que tem que ter juízo." — Alex Veiga, CEO da Patrimar, em entrevista à Folha de S. Paulo.
💸 São Paulo entrou no radar. Mas o caixa continua mandando.
Embora admita que atuar no segmento de alto padrão na capital seja um desejo da companhia, Veiga afirma que este ainda não é o momento.
O motivo é simples: juros elevados e necessidade de reduzir a alavancagem financeira.
Segundo ele, comprar terrenos premium em São Paulo exige grande disponibilidade de caixa, algo que a empresa prefere preservar enquanto trabalha para diminuir seu endividamento até 2027.
Mesmo assim, o executivo vê uma evolução importante no mercado de funding imobiliário.
"Hoje existem alternativas além do Sistema Financeiro de Habitação. O mercado ficou muito mais criativo em formas de financiamento e parcerias."
🏘️ MCMV virou estratégia. Não apenas oportunidade.
Na avaliação do CEO, a chegada à capital paulista não aconteceu apenas pelo tamanho do mercado.
A alteração do Plano Diretor ampliou oportunidades de aquisição de terrenos e permitiu que a empresa encontrasse áreas compatíveis com seu modelo de negócios.
Além disso, Veiga diz que a companhia evitou entrar em uma disputa direta com as gigantes do segmento.
A estratégia foi buscar projetos com VGV mínimo de R$ 140 milhões, mantendo um crescimento gradual e controlando riscos.
🗳️ "O Minha Casa, Minha Vida está acima de qualquer governo."
Uma das declarações mais contundentes da entrevista veio ao falar sobre as eleições de 2026.
Questionado sobre uma eventual mudança de governo e possíveis impactos no programa habitacional, Veiga descartou uma ruptura.
"O Minha Casa, Minha Vida tem o carimbo do PT, mas é um programa tão forte, tão bem estruturado e operado que está acima de qualquer governo. É apartidário." — Alex Veiga, CEO da Patrimar, à Folha de S. Paulo.
Segundo ele, o déficit habitacional, a geração de empregos e a importância econômica da construção tornam o programa uma política de Estado, independentemente do governo eleito.
📈 IPO? Ainda não.
Embora confirme que uma abertura de capital continue nos planos, Veiga afirma que o mercado ainda não remunera adequadamente as incorporadoras brasileiras.
Na avaliação do executivo, o setor permanece negociando abaixo do valor que considera justo.
"As empresas estão subavaliadas. Não faz sentido abrir capital enquanto esse desconto continuar."
🇮🇹 Armani virou vitrine internacional.
Outro destaque da conversa foi a parceria entre a Patrimar e o Grupo Armani em um empreendimento residencial no Rio de Janeiro.
Veiga revelou que a iniciativa partiu da própria companhia, inspirada em projetos visitados por ele em Miami.
Segundo o executivo, a parceria vai muito além do uso da marca.
Os ambientes comuns foram detalhados pela equipe da Armani, com especificações de mobiliário, acabamentos e materiais — incluindo mármores importados da Itália.
"É um trabalho enorme, mas agrega um diferencial que o mercado reconhece e valoriza."
🎯 O que essa entrevista mostra?
A conversa revela uma Patrimar muito mais focada em execução disciplinada do que em crescimento acelerado.
Enquanto boa parte do mercado discute expansão, Veiga fala repetidamente sobre prudência, caixa, desalavancagem e crescimento gradual.
Ao mesmo tempo, reforça uma tese importante para o setor: o Minha Casa, Minha Vida deixou de ser apenas um programa habitacional e passou a ocupar um papel estrutural na estratégia das grandes incorporadoras.
Fonte: adaptação editorial da Liga News a partir de entrevista de Alex Veiga, CEO da Patrimar, concedida à Folha de S. Paulo.
📷 Foto: Alex Veiga, CEO da Patrimar. Crédito: Mage Monteiro/Divulgação.

























