Adolpho Lindenberg Filho: “Prédios neoclássicos envelhecem muito bem”

10 de set.
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Lindenberg aposta no neoclássico em Moema e vende 72% de projeto de R$ 1,2 bilhão. Adolpho Lindenberg Filho explica a estratégia da incorporadora

Lindenberg aposta no clássico em um mercado de alto padrão cada vez mais concorrido
72% de um lançamento de R$ 1,2 bilhão vendido em pouco mais de um mês.
O desempenho da Lindenberg em Moema chama atenção justamente porque o bairro concentra o maior estoque de imóveis novos de médio e alto padrão de São Paulo: 17% do total, ou cerca de R$ 11 bilhões em unidades disponíveis, segundo Itaú BBA com dados do Secovi-SP.
A explicação pode estar em uma aposta aparentemente pouco inovadora: voltar ao neoclássico.
🏛️ O clássico ainda tem mercado?
A incorporadora, que completa 72 anos e já construiu mais de 700 edifícios, voltou ao estilo que marcou sua história em um empreendimento que homenageia o fundador Adolpho Lindenberg, morto em 2024.
O projeto mantém elementos atuais, como varandas gourmet, piscina de 25 metros, quadra de tênis e saunas.
O preço também ajuda a contar essa história. Os apartamentos partem de 331 m², com quatro a seis vagas, e custam entre R$ 37 mil e R$ 40 mil por m². O menor chega a cerca de R$ 12,2 milhões.
“Prédios neoclássicos envelhecem muito bem; são projetos mais estruturados. Os modernos às vezes saem de moda”, afirmou Adolpho Lindenberg Filho, presidente da companhia, ao Valor Econômico.
📉 A empresa também mudou de tamanho
A estratégia atual combina tradição com uma operação mais enxuta. A Lindenberg vendeu 47% de participação para a Eztec, reduziu obras para terceiros e deixou negócios como loteamento e shopping center.
De 3 mil funcionários nos anos 1970, passou para 160 atualmente. A meta agora é lançar apenas três ou quatro projetos por ano.
E talvez esteja aí a verdadeira mudança: em vez de disputar escala, a Lindenberg parece apostar cada vez mais em seleção, localização e força de marca.
Fonte: Valor Econômico.





























