Estadão: Governo esfria proposta de ampliar o Minha Casa, Minha Vida para renda de até R$ 21 mil

há 4 horas
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Proposta apresentada pela Abrainc para ampliar o Minha Casa, Minha Vida a famílias com renda de até R$ 21 mil enfrenta resistência dentro do governo e perde espaço na agenda política

Uma das maiores expansões já cogitadas para o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) perdeu força dentro do governo federal.
Segundo apuração do Estadão, não houve consenso entre os ministérios das Cidades, Fazenda e Casa Civil para ampliar o programa para famílias com renda de até R$ 21 mil e permitir a compra de imóveis de até R$ 1,2 milhão. Se avançasse, seria a mudança mais significativa desde a criação do programa, em 2009.
O debate aconteceu. A decisão, não.
O tema chegou a ser discutido internamente. Em evento empresarial realizado no mês passado, o Secretário Nacional de Habitação, Augusto Rabelo, admitiu que as negociações estavam em andamento.
"Estamos em intensas rodadas de conversas e, tão logo tenhamos uma definição, vamos comunicar."
Mas a definição ainda não veio.
Nos bastidores, agentes públicos e empresários ouvidos pelo Estadão avaliam que a combinação entre corrida eleitoral e crise institucional envolvendo o STF reduziu o espaço político para uma mudança dessa magnitude.
A proposta que dividiu opiniões 🤔
A ideia foi apresentada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) ao governo em junho.
O plano previa usar recursos do Fundo Social do Pré-Sal destinados ao programa e que poderiam não ser totalmente consumidos. Além disso, sugeria reduzir em cerca de 1 ponto percentual os juros das faixas 3 e 4, ampliando o acesso ao crédito.
Na prática, a medida aumentaria o poder de compra das famílias e ajudaria construtoras a absorver a alta dos custos com materiais, serviços e mão de obra.
Mas nem todos enxergaram a proposta da mesma forma.
Críticos argumentaram que ampliar os limites de renda e valor dos imóveis poderia afastar o programa de sua finalidade original: atender famílias de menor renda.
O Minha Casa já mudou bastante
Vale lembrar que o governo já promoveu ajustes recentes, incluindo a criação da Faixa 4, voltada para famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil.
As mudanças ajudaram o programa a superar 2 milhões de contratações no atual mandato, com projeção de se aproximar de 3 milhões até o fim de 2026.
Zoom Out 🔎
Oficialmente, o governo não confirmou o abandono da proposta. Mas, por enquanto, o maior redesenho do Minha Casa, Minha Vida em mais de uma década parece ter ficado em segundo plano.
Fonte: Apuração e entrevistas publicadas pelo O Estado de S. Paulo (Estadão).





























