TRX desiste de R$ 2,1 bi em ativos da Cyrela. Itaú BBA ainda vê oportunidade
- Redação Liga News

- há 1 dia
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Gestora abandona potencial aquisição de ativos corporativos e logísticos da Cyrela; Itaú BBA considera desistência negativa, mas ainda vê valor no portfólio.

A gestora do TRX Real Estate Fundo de Investimento Imobiliário (TRX) desistiu da potencial aquisição de um portfólio imobiliário da Cyrela (CYRE3) avaliado em aproximadamente R$ 2,14 bilhões.
O acordo, anunciado no início de agosto, previa a compra de lajes corporativas e participações em quatro ativos logísticos.
O MOU era não vinculante e será encerrado por acordo mútuo, sem multa ou penalidade para nenhuma das partes.
A conta que o mercado está fazendo 💰
Para o Itaú BBA, a desistência é negativa para a Cyrela porque a operação poderia destravar valor dos ativos. Ainda assim, o banco mantém recomendação outperform para a ação e preço-alvo de R$ 33.
Os analistas Elvis Credendio, Daniel Gasparete, Mariangela Castro e Juliana Veiga avaliam que a Cyrela deve continuar procurando compradores, especialmente porque os ativos são considerados “prime”.
E há um detalhe importante: parte dessa frustração já parecia estar precificada. Na sexta-feira, antes do anúncio, CYRE3 caiu 3,3%, enquanto o Ibovespa avançou 0,3%.
Não são exatamente “ativos encalhados”
O portfólio inclui uma torre corporativa de 45 mil m² de ABL na Rua Oscar Freire, em São Paulo. O empreendimento tem entrega prevista para o fim de 2026 e já está 75% locado ao Nubank. Os 25% restantes devem ser ocupados pela própria Cyrela.
Na logística, são mais 220 mil m² de ABL, distribuídos por quatro ativos: dois próximos a São Paulo, um em Extrema (MG) e outro no Rio de Janeiro.
Ou seja: a questão parece menos sobre a qualidade dos ativos e mais sobre preço, estrutura e momento para realizar a transação.
O comprador saiu. A tese, não.
Para o Itaú BBA, a Cyrela deve continuar buscando uma saída para esse portfólio. O banco mantém a recomendação de compra e observa que a ação negocia perto de 0,8 vez o valor patrimonial tangível estimado para 2026.
A pergunta agora é simples: e interessa diretamente ao investidor: quem será o próximo comprador e a que preço?
Fonte: Com informações do Money Times e relatório do Itaú BBA.





























