Estúdios encalham em São Paulo? Secovi-SP diz que ainda não

há 5 minutos
2 min de leitura
Estoque de apartamentos de até 30 m² chega a 10,9 mil unidades em São Paulo, enquanto Secovi-SP descarta risco de bolha e One Innovation ajusta seus projetos ao perfil dos investidores.

O estoque de estúdios disparou em São Paulo. Mas isso significa que o mercado está perto de uma bolha?
Ely Wertheim, presidente executivo do Secovi-SP, diz que não.
Segundo dados do Secovi-SP, a oferta de unidades de até 30 m² cresceu 71% em 12 meses, chegando a 10,9 mil apartamentos. Nos imóveis de até 45 m², o avanço foi de 21%, para 9,5 mil unidades.
O compacto deixou de ser novidade
O movimento ajuda a contar uma história conhecida. Impulsionados pelo Plano Diretor e pela demanda de investidores interessados em locação, os compactos chegaram a representar mais da metade dos lançamentos paulistanos em 2024. Há dez anos, eram 22% da oferta.
Para Wertheim, porém, parte dessa demanda já foi atendida. E os juros elevados reduziram o apetite dos compradores.
O reflexo aparece no estoque: unidades de até 30 m² equivalem hoje a 12 meses de vendas, contra cinco meses em junho do ano passado. Ainda assim, o presidente do Secovi-SP considera o nível administrável: um cenário preocupante, segundo ele, começa acima de 24 meses.
A localização voltou a mandar?
Para Paulo Petrin, vice-presidente da One Innovation, o problema não está necessariamente no compacto, mas em onde ele é lançado.
A incorporadora, investida do GIC, concentra projetos em bairros como Pinheiros, Itaim Bibi, Jardins e Moema, onde identifica maior presença de compradores investidores.
“Quem falar que o compacto está vendendo mal errou na localização, no preço ou no produto”, afirmou Petrin ao Metro Quadrado.
A estratégia parece encontrar resposta nos números: a One Innovation já vendeu R$ 1,1 bilhão em 2026, contra R$ 700 milhões em lançamentos.
No fim, o mercado pode estar diante de uma mudança menos dramática. E mais importante: o compacto continua existindo, mas já não vende sozinho.
Fonte: Metro Quadrado.





























