Ronaldo Cury leva ao governo pedido por novo ajuste no Minha Casa Minha Vida
- Redação Liga News

- há 6 minutos
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Alta dos custos da construção reacende a pressão sobre o governo. Setor pede redução dos juros do Minha Casa Minha Vida para preservar vendas e evitar perda de compradores.

O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) pode ganhar um novo ajuste nos próximos meses.
Depois da ampliação das faixas de renda e do teto dos imóveis anunciada em março, representantes da construção civil voltaram ao governo federal com um novo pedido: reduzir os juros das faixas 3 e 4.
O motivo é simples. A inflação dos materiais voltou a apertar as margens das construtoras — e os preços dos imóveis acompanharam essa alta. O problema é que parte dos compradores já começou a ficar pelo caminho.
📈 Quando o custo sobe, alguém paga a conta
Segundo apuração do Estadão Broadcast, duas alternativas estão sendo discutidas nos bastidores.
A primeira prevê um corte linear de 1 ponto percentual nas taxas:
Faixa 3: de 8,16% para 7,16% ao ano;
Faixa 4: de 10% para 9% ao ano.
A segunda proposta cria uma espécie de "escada" dentro das próprias faixas, oferecendo juros menores para quem está no início da faixa de renda e maiores para quem está no limite superior.
Na prática, seria um programa mais calibrado à capacidade de pagamento de cada família.
⚠️ O gargalo apareceu justamente onde não há subsídio
As maiores dificuldades estão nas faixas 3 e 4.
Enquanto as faixas 1 e 2 contam com subsídios maiores para ajudar na entrada, quem ganha pouco acima de R$ 5 mil mensais já começa a sentir o peso dos reajustes.
Uma fonte ouvida pelo Estadão Broadcast resumiu o problema: "O cliente que ganha um pouco mais de R$ 5 mil não está conseguindo acompanhar os novos preços."
🎙️ "Precisamos de um novo ajuste"
O tema chegou oficialmente ao governo durante evento da Abrainc, em São Paulo.
Na sessão de perguntas ao ministro das Cidades, Vladimir Lima, o diretor da Cury Construtora, Ronaldo Cury, foi direto ao ponto:
"Precisamos de um novo ajuste, ministro. A guerra no Irã trouxe aumento de custos, ninguém esperava isso. Bagunçou tudo. Então, todo mundo teve que subir preço para se proteger."
A declaração sintetiza a preocupação do setor: sem alguma compensação, parte da demanda pode deixar de se enquadrar financeiramente no programa.
🤔 O governo abriu a porta, mas não prometeu nada
O ministro Vladimir Lima evitou antecipar qualquer decisão.
Segundo ele, o Minha Casa, Minha Vida é um programa "dinâmico" e está em constante avaliação.
Também lembrou que as taxas atuais já são, segundo o governo, as menores da história do programa.
🎯 A pergunta agora é outra
O Minha Casa virou o principal motor da construção brasileira.
Mas se o custo da obra continua subindo e o comprador perde capacidade de pagamento... será que apenas ampliar o teto dos imóveis continuará sendo suficiente?
Fonte: Estadão Broadcast. Declarações de Ronaldo Cury, diretor da Cury Construtora, e do ministro das Cidades, Vladimir Lima.
Foto: Julio Bittencourt/Valor.











