Eztec fecha contrato bilionário com Itaú para Esther Towers

há 1 dia
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Contrato de 10 anos leva o Itaú a ocupar os 91,4 mil m² do Esther Towers, da Eztec, e coloca receita recorrente, valorização do ativo e eventual venda no centro das análises do BTG Pactual e do Safra.

O Itaú Unibanco vai ocupar integralmente o Esther Towers, empreendimento da Eztec na Chucri Zaidan, em São Paulo.
O contrato envolve 91,4 mil m², quase 10 mil posições de trabalho e prazo inicial de 10 anos.
Um inquilino. Duas torres. R$ 1,17 bilhão em receita.
A operação, considerada a maior locação da história do mercado imobiliário brasileiro, foi intermediada pela CBRE, que representou a Eztec, e pela Binswanger Brazil, pelo Itaú.
Pelos valores atuais, o contrato deve gerar cerca de R$ 1,17 bilhão em receita de locação nos primeiros dez anos, com reajuste anual pelo IPCA. Na conta média, são aproximadamente R$ 107 por m² ao mês.
E há um detalhe importante: o banco não está apenas alugando espaço. Está planejando sua infraestrutura para os próximos anos, em um movimento ligado à evolução gradual do modelo híbrido de trabalho.
O imóvel ainda nem foi entregue. E já ganhou um inquilino gigante.
O Esther Towers terá duas torres corporativas padrão AAA, com entrega escalonada.
Segundo o BTG Pactual, a primeira deve ficar pronta até o fim de 2026 e a segunda no primeiro semestre de 2027.
Para a Eztec, isso reduz uma das principais incertezas do projeto: quem ocuparia um empreendimento desse porte?
A resposta veio antes mesmo da conclusão das obras.
E quanto esse contrato pode valer para a Eztec?
É aqui que entram as contas dos bancos.
O BTG Pactual estima receita anual de aproximadamente R$ 117 milhões, equivalente a cerca de 20% da projeção de lucro da Eztec para 2027.
Considerando um cap rate de 8%, calcula que uma eventual venda poderia levar o valor do ativo para perto de R$ 1,45 bilhão.
O Safra chega a uma estimativa próxima, de R$ 1,4 bilhão, e calcula lucro líquido potencial de cerca de R$ 134 milhões considerando custos totais estimados em R$ 1,2 bilhão.
Mas os bancos não enxergam exatamente o mesmo impacto para a ação da Eztec.
O BTG vê espaço para reprecificação e eventual dividendo extraordinário. O Safra pondera que parte dessa expectativa já estava refletida na valorização recente dos papéis.
Ou seja: o contrato aumenta a previsibilidade. A discussão agora é quanto desse valor ainda não está precificado?
Chucri Zaidan ganha mais um capítulo na disputa corporativa
A escolha também reforça a transformação da Chucri Zaidan em um dos principais polos corporativos de São Paulo, competindo por empresas e grandes ocupantes com regiões tradicionais como a Faria Lima.
Em nota, o Itaú afirmou que a escolha considerou critérios operacionais, infraestrutura e necessidades futuras, com foco em colaboração e integração entre equipes.
Fonte: Exame, com informações da Eztec, Itaú, BTG Pactual e Safra.





























