Gafisa negocia aporte para obras enquanto dívida de curto prazo aumenta pressão

há 7 minutos
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Gafisa negocia aportes diretamente nas SPEs de empreendimentos para financiar obras, enquanto enfrenta R$ 1,6 bilhão em dívida e vencimentos de curto prazo.

Gafisa tenta financiar obras, mas o problema é maior que o canteiro 🏗️
Segundo apuração da Coluna do Broadcast, do Estadão, a Gafisa negocia com investidores uma injeção de recursos para concluir empreendimentos. A dívida ligada aos projetos chega a cerca de R$ 500 milhões, segundo fontes ouvidas pela publicação.
A estratégia é colocar o dinheiro diretamente nas SPEs (estruturas jurídicas separadas para cada empreendimento) evitando que o novo recurso se misture à dívida corporativa.
Em troca, o investidor poderia receber participação nos projetos ou unidades prontas.
Seis obras no centro da pressão
No Rio, o We Sorocaba, em Botafogo, está parado desde 2025 e já teve a entrega adiada três vezes. O Canto, no Arpoador, enfrenta situação semelhante.
Em São Paulo, o Evolve Vila Mariana, previsto para ser entregue em 2025, também parou. Invert Campo Belo e Vinci Moema acumulam reclamações de compradores. O Allard Oscar Freire, nos Jardins, completa a lista, mas a Gafisa deixou de divulgar publicamente a evolução das obras.
Investidor quer projeto viável (não apenas promessa)
É aqui que a equação aperta. Distratos e multas por atraso reduzem a atratividade de alguns empreendimentos. Por isso, as negociações podem se concentrar em apenas dois ou três projetos.
No balanço do 1º trimestre de 2026, a Gafisa tinha R$ 1,6 bilhão em dívida e R$ 306 milhões em caixa. Desse total, R$ 672 milhões venciam até dezembro de 2026.
Em junho, a companhia homologou aumento de capital de R$ 200,87 milhões. Em agosto, decisão judicial transferiu o Hotel Praia Ipanema, avaliado em R$ 223,1 milhões, a um credor.
A empresa também negocia participações no Fashion Mall e no Jardim Guadalupe. Na bolsa, a ação acumulava queda próxima de 98% em 12 meses no início de setembro.
A Gafisa informou ao Estadão que não concederia entrevista por estar em período de silêncio.
Fonte: Portas, com informações do Estado de S. Paulo / Coluna do Broadcast.





























