Escassez de terrenos impulsiona retrofit de prédios que já soma 59 projetos
- Redação Liga News

- 12 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Com os terrenos escassos e caros nas regiões centrais, incorporadoras apostam na requalificação de prédios antigos para criar novas moradias e escritórios.

Até 2021, os retrofits eram quase peças de ficção nas grandes cidades, contavam-se nos dedos. Agora, a história é outra. Uma pesquisa do Santander e da Brain aponta 59 empreendimentos do tipo em apenas cinco capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Fortaleza.
“Há um mercado antes e depois dos programas de incentivo”, resume Guilherme Carlini, da SHI (Santander). E ele tem razão: sem descontos, nada de produção.
🏗️ O papel dos programas públicos
O Requalifica Centro (SP) e o Reviver Centro (RJ) são os protagonistas dessa virada.
👉 O primeiro oferece descontos no IPTU e ajuda a renegociar dívidas antigas.
👉 O segundo vai além: dá isenção de IPTU e ITBI e incentiva o uso habitacional de prédios comerciais.
O resultado? São Paulo e Rio concentram 86% dos retrofits do país. E o motivo é claro: com o terreno caro e escasso nas áreas centrais, reaproveitar o que já existe virou a jogada mais inteligente do mercado.
📈 Retrofit vende. E rápido.
De todos os 59 projetos mapeados, 20 já tiveram as vendas esgotadas e 25 estão em comercialização. Foram 3,8 mil apartamentos lançados — e só 514 ainda estão no estoque.
Um escoamento de 86,6% é o sonho de qualquer incorporadora.“Isso mostra um bom nível de apelo e liquidez”, explica Guilherme Werner, da Brain.
E ainda tem mais: 14 novos projetos estão a caminho.
💰 O luxo também descobriu o retrofit
O movimento começou pela habitação social, mas já chegou ao topo da pirâmide. No Rio, o icônico Hotel Glória está virando um residencial de luxo, com unidades entre 131 m² e 228 m² e preços a partir de R$ 4,5 milhões, ou R$ 35 mil por metro quadrado.
O detalhe? Só 25% do estoque ainda disponível. Retrofit deixou de ser “tábua de salvação” e virou produto aspiracional.
Um mercado em mutação
Com o crescimento urbano e a escassez de terrenos, o retrofit deixou de ser tendência para se tornar estratégia de sobrevivência no centro das metrópoles.
Se antes os olhos do mercado estavam no “novo”, agora o olhar se volta ao que pode renascer.










