Após 1º turno, JP Morgan troca construtoras do MCMV por Cyrela e Eztec

há 7 minutos
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Banco elevou Cyrela e Eztec para overweight e reduziu Tenda, Cury e Direcional a neutras, citando juros, custo de capital e incertezas sobre o futuro do Minha Casa, Minha Vida.

JP Morgan troca construtoras baixa renda por Cyrela e Eztec após 1º turno
O resultado do primeiro turno mexeu com a régua do JP Morgan para as incorporadoras brasileiras. O banco passou a preferir Cyrela e Eztec, de média e alta renda, e reduziu a recomendação para Direcional, Cury e Tenda, ligadas principalmente à habitação popular.
A mudança tem uma premissa: se Flávio Bolsonaro vencer o segundo turno, o mercado espera uma agenda econômica capaz de reduzir os juros de longo prazo.
Para as incorporadoras de maior renda, isso significa crédito mais acessível, menor custo de capital e, consequentemente, maior espaço para uma reprecificação das ações.
📈 O mercado já começou a votar com dinheiro
No primeiro pregão após o resultado, Cyrela subiu 18,4% e Eztec avançou 17%, enquanto o Ibovespa ganhou 7,7%.
O movimento ajuda a explicar a tese do banco. Em 2018, lembra o JP Morgan, Cyrela e Eztec avançaram entre 14% e 17% do primeiro para o segundo turno e acumularam altas de 36% a 39% nos três meses seguintes à vitória de Jair Bolsonaro (cerca de três vezes o ganho de 11% do Ibovespa no período).
A lógica é simples: quando o mercado enxerga queda de juros, tende a procurar empresas com maior sensibilidade ao ciclo econômico, ou “maior beta”, como explicam os analistas.
🏗️ E tem patrimônio bilionário no meio da conta
Cyrela e Eztec ainda carregam um segundo argumento: a possibilidade de transformar ativos corporativos em caixa.
O Cyrela Corporate, que chegou a ser negociado com a TRX, poderia valer R$ 1,4 bilhão e gerar até R$ 1 bilhão em dividendos, segundo o JP Morgan.
Já o Esther Towers, da Eztec, alugado ao Itaú na maior locação corporativa de São Paulo, é avaliado em R$ 1,3 bilhão e poderia gerar R$ 1,2 bilhão em dividendos.
💰 Do outro lado, a baixa renda perdeu o favoritismo
Direcional, Cury e Tenda enfrentam uma combinação menos confortável: crédito mais rigoroso da Caixa e a possibilidade de menor prioridade política para o Minha Casa, Minha Vida em um eventual novo governo.
O JP Morgan alerta que mudanças mais lentas nos parâmetros do programa poderiam pressionar os retornos das empresas.
A fotografia, portanto, mudou: o mesmo setor, mas duas apostas diferentes sobre juros, crédito e política habitacional. E o mercado já começou a precificar essa diferença.
Fonte: Metro Quadrado, com análise do JP Morgan.





























