Jardim das Perdizes prepara novo ciclo de R$ 3,6 bi e nove torres com BTG e Tecnisa

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BTG Pactual passa a deter 68% do empreendimento, enquanto a Tecnisa mantém a operação; nova fase começa com o Sequoia, de R$ 508 milhões em VGV

O Jardim das Perdizes vai ganhar nove novas torres e R$ 3,6 bilhões em lançamentos.
Mas a próxima fase do bairro planejado da zona oeste de São Paulo começa com uma mudança importante nos bastidores: o BTG Pactual passou a deter cerca de 68% do empreendimento, enquanto a Tecnisa ficou com 32% e segue na condução operacional.
A operação envolveu a compra da participação da americana Hines e parte da fatia da própria Tecnisa. Para a incorporadora, houve outro efeito relevante: a transação ajudou a eliminar cerca de 70% da dívida corporativa, segundo o presidente Fernando Perez.
O primeiro capítulo custa R$ 508 milhões
O pontapé inicial será o Sequoia, previsto para setembro. São duas torres, 384 apartamentos e VGV de R$ 508 milhões, com plantas de 121 m², 148 m² e 175 m², três ou quatro dormitórios e até duas suítes.
O produto também mostra para onde o projeto quer caminhar: wellness. Spa, centro fitness, complexo aquático, quadras de tênis e esportiva compõem a estrutura, além de certificação EDGE e curadoria da Artefacto nas áreas comuns.
Segundo Fernando Perez, presidente da Tecnisa, o Sequoia representa uma evolução na forma de “pensar a experiência de morar”.
O bairro já tem escala. Agora, vem a próxima etapa.
O Jardim das Perdizes ocupa 250 mil m², com parque central de 45 mil m². Das 19 torres lançadas desde o início, 15 já foram entregues, somando 2.119 unidades e cerca de 7 mil moradores.
É justamente essa infraestrutura existente que virou argumento para a nova rodada de investimentos.
Para Alexandre Camara, sócio-sênior do BTG Pactual, a escala, o planejamento urbano e a infraestrutura construída tornam o projeto singular no mercado paulistano.
A pergunta agora é menos sobre criar um bairro do zero e mais sobre quanto valor ainda cabe dentro de um bairro que já funciona. As nove novas torres serão desenvolvidas progressivamente, integradas ao conjunto existente.
E o Jardim das Perdizes ainda pode crescer para além dos prédios: há previsão de ampliação do parque com uma área vizinha, cujo investimento ainda será anunciado.
Fonte: Exame, com informações e entrevistas de Fernando Perez, presidente da Tecnisa, e Alexandre Camara, sócio-sênior do BTG Pactual.





























