Tenda encontra espaço na classe média e prepara nova fase de crescimento, diz CFO

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Construtora quer que Faixas 3 e 4 representem cerca de um terço dos lançamentos e já vê a participação da Faixa 3 crescer de 10% para 24% das vendas

Tenda mira Faixa 4 do MCMV e quer levar até 1/3 dos lançamentos para a classe média 🏗️
A Tenda (TEND3) ficou conhecida por atuar principalmente nas Faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida.
Agora, a construtora quer subir alguns degraus dentro do próprio programa: a meta, no futuro, é que Faixas 3 e 4 representem cerca de um terço dos lançamentos.
A mudança ajuda a explicar uma transformação que já aparece no balanço. No 2T24, a Faixa 3 representava apenas 10% das vendas da companhia. Dois anos depois, chegou a 24%. No mesmo período, a participação da Faixa 1 caiu de 55% para 27%.
A Tenda está atrás de um novo comprador
Segundo Luiz Maurício, CFO da Tenda, a entrada na Faixa 4 veio depois de a companhia identificar demanda por imóveis de maior valor em algumas das praças onde atua.
O movimento ganhou um endereço concreto na última semana: o Aruna Patamares, em Salvador (BA), primeiro projeto da Tenda na Faixa 4, com VGV estimado em R$ 500 milhões.
São 1.143 apartamentos de dois quartos, em quatro torres, com varanda, infraestrutura para ar-condicionado e lazer com piscina, academia, quadra de areia e salão de festas.
As unidades ficam em torno de R$ 400 mil, abaixo do teto atualmente permitido pela categoria.
Faixa 4: novo público, nova equação 💰
Criada em 2025, a Faixa 4 ampliou o alcance do MCMV para famílias de renda mais alta. A Tenda vê aí uma oportunidade — mas não simplesmente de vender imóveis mais caros.
“A decisão de entrar [na Faixa 4] foi motivada pela forte demanda identificada”, afirmou Maurício ao Money Times.
Segundo o executivo, a estratégia também busca alocar capital de forma eficiente, mantendo velocidade de vendas, rentabilidade e retorno como critérios.
E existe um detalhe importante: a Tenda diz que o Aruna foi desenvolvido dentro de seu modelo de industrialização e padronização, justamente para adicionar atributos ao produto sem perder controle sobre o custo por unidade.
O comprador mudou. Os juros, nem tanto.
A nova faixa também traz um desafio conhecido: crédito. Maurício afirma que as condições de financiamento da Faixa 4 são competitivas, mas reconhece que os juros elevados continuam pesando sobre a decisão de compra, seja pelo comprometimento da renda ou pelo custo do crédito.
Por isso, a aposta da Tenda parece menos uma corrida para ganhar tíquete e mais um teste de expansão controlada.
O Aruna será também uma espécie de laboratório para entender velocidade de vendas, inadimplência, distratos e comportamento de um consumidor diferente daquele tradicional da companhia.
Como resumiu o CFO: “A expansão para esse público precisa fazer sentido econômico para a companhia”.
Fonte: Money Times, com entrevista de Luiz Maurício, CFO da Tenda.





























