Construção pode precisar de 288 mil novos trabalhadores com jornada de 40 horas

há 6 horas
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Redução de 44 para 40 horas semanais pode exigir 288 mil novos trabalhadores e elevar em até 6% o custo total das obras, segundo estimativas da CBIC

Escala 6x1: para a construção, a conta pode chegar antes da mudança 🏗️
A votação no Senado sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais ficou para depois das eleições.
Para a CBIC, o intervalo pode servir para discutir como a construção absorveria a mudança em um setor que já enfrenta falta de trabalhadores.
288 mil trabalhadores a mais. De onde eles viriam?
Explicando: reduzir quatro horas semanais parece pouco no papel. No canteiro, a conta é outra.
Segundo estimativas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), seriam necessárias mais de 288 mil contratações para manter o atual nível de atividade. Isso porque cada trabalhador perderia 208 horas anuais de trabalho.
A construção tem cerca de 2,88 milhões de trabalhadores celetistas. E, segundo a entidade, ainda existe um contingente estimado em 5 milhões de trabalhadores informais que não aparece nas estatísticas da CLT.
O problema é que o setor já procura gente
Para Eduardo Aroeira, presidente da CBIC, a discussão é legítima, mas precisa envolver trabalhadores, empresas e poder público.
“A preocupação é que uma mudança dessa dimensão ocorra sem o tempo necessário para que o setor consiga se preparar”, afirmou Aroeira.
O alerta tem um efeito direto: se não houver trabalhadores suficientes para compensar a redução da jornada, quem absorve o impacto no cronograma das obras?
Segundo David Fratel, vice-presidente de política de relações trabalhistas da CBIC, não há mão de obra disponível para suprir essa demanda imediatamente.
E a obra pode ficar mais cara
A CBIC estima que a redução da jornada poderia elevar em até 15% o custo da mão de obra e em pelo menos 6% o custo total das obras.
Na construção tradicional, a mão de obra representa entre 35% e 40% dos custos. Na habitação popular, pode chegar a quase 60%.
Para Fratel, o impacto pode chegar aos preços, prazos e investimentos, justamente em projetos habitacionais e de infraestrutura que têm contratos de longo prazo.
Na prática, fica uma segunda pergunta: se o custo sobe, quem paga a conta?
A CBIC alerta que simplesmente repassar o aumento ao consumidor poderia encarecer a casa própria, enquanto contratos de PPPs exigiriam processos específicos para eventuais reequilíbrios.
Fonte: Agência CBIC.





























