Construtoras já sentem impacto da guerra e veem custos de cimento e aço dispararem
- Redação Liga News

- 16 de abr.
- 2 min de leitura
Com disparada nos preços de combustíveis e insumos, construção civil brasileira revive cenário de pressão semelhante ao da pandemia e pode enfrentar novos atrasos e alta nos preços.

O conflito no Irã ainda está distante, mas seus efeitos já aterrissaram nos canteiros brasileiros.
Segundo o Estado de S. Paulo, o aumento no preço do petróleo e os gargalos logísticos começaram a pressionar combustíveis, fretes e insumos importados (reacendendo o alerta de inflação na construção civil).
📈 A conta veio rápida (e pesada)
Os reajustes já começaram — e em sequência. Dados do Sinduscon-SP mostram:
cimento: +12% no fim de março + novo aumento de 10%
aço: +8% na semana
resinas e polímeros: +100% no início de abril
Na prática, isso se espalha por toda a cadeia: concreto, argamassa, tubos, conexões.
Efeito dominó clássico.
😬 O alerta do setor
“Estamos muito preocupados com a inflação que estamos vendo na construção civil”, afirmou Yorki Estefan ao Estado de S. Paulo.
A comparação não é leve: para ele, o momento lembra o início da pandemia, quando preços dispararam e a cadeia de suprimentos perdeu previsibilidade.
⏳ Ainda não acabou
Parte dos aumentos ainda nem chegou ao consumidor final. Isso porque muitos estoques foram comprados antes da alta.
Quando acabarem, novos reajustes devem aparecer. Tintas, por exemplo, já estão no radar.
“Acredito que ainda vem mais por aí”, disse Estefan.
🚧 Reação: segurar obras e rever planos
Diante do cenário, o setor começa a se mexer. O Sinduscon-SP já articula reuniões com áreas de compras para discutir medidas emergenciais.
Na prática, o movimento tende a incluir:
adiamento de obras
desaceleração de canteiros
postergação de compras
🏢 Classe média na pressão
Projetos voltados à classe média, entre R$ 600 mil e R$ 1,5 milhão, já vinham sofrendo com juros altos.
Agora, com custos subindo, a tendência é piorar: menos lançamentos e mais projetos engavetados.
🏠 MCMV sente direto na margem
Na habitação popular, o impacto é ainda mais direto. Como os contratos não têm correção após a venda, o aumento de custos entra “na veia” das construtoras.
“Na pandemia, o lucro foi embora por causa da mesma situação”, relembra Estefan ao Estado de S. Paulo.
💸 Preço vai subir, sem muita alternativa
Com a pressão nos custos, a tendência é clara: repasse. “O preço do imóvel novo com certeza vai ficar maior”, afirma o presidente do sindicato.
⚠️ E um ponto sensível
O setor também questiona o reajuste simultâneo das cimenteiras, com aumentos no mesmo percentual e período.
O Sinduscon-SP avalia, inclusive, levar o caso ao Cade.
🎯 A leitura final
O choque começou fora do país. Mas o impacto já está aqui e pode ganhar força nas próximas semanas.
A dúvida agora não é mais “se” o custo vai subir. É quem vai conseguir absorver… e quem vai ficar pelo caminho.





























