Como incorporadoras já sentem os efeitos da guerra EUA x Irã
- Redação Liga News

- há 2 dias
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Após sinais de retomada, crédito para construção perde força com aumento da incerteza global e risco de pressão inflacionária.

O setor imobiliário brasileiro começava a ver um alívio no crédito. Bancos voltavam a se aproximar das incorporadoras, os juros futuros davam sinais de queda e algumas linhas já estavam mais baratas.
Mas o cenário virou. E rápido.
A escalada de tensão envolvendo Donald Trump e o Irã interrompeu esse movimento.
💸 Um respiro que durou pouco
Segundo Jorge Cury, presidente do Secovi-SP e CEO da Trisul, em entrevista ao Metro Quadrado, o ambiente vinha melhorando.
Os bancos voltaram a oferecer crédito em TR, e os juros do crédito para produção chegaram a cair dois pontos percentuais em média.
Era um sinal claro de reabertura da torneira após meses de restrição.
🧊 Freio repentino
Com a piora do cenário externo, o movimento perdeu força.
“A guerra deu uma segurada em tudo. Todo mundo parou, ficou restrito”, afirmou Cury.
Na prática, o mercado entrou em modo espera. Menos apetite ao risco, crédito mais cauteloso e decisões adiadas.
Outro ponto de atenção é que, com financiamentos mais caros, a capacidade de compra das famílias diminui, o que pode reduzir a demanda por imóveis.
Ao mesmo tempo, o aumento do custo de materiais de construção (muitas vezes influenciado por oscilações nos preços internacionais de energia e metais) pressiona as margens das construtoras e incorporadoras.
🏦 O pano de fundo ainda ajuda
Vale lembrar que o ambiente doméstico vinha colaborando.
Mudanças no sistema de poupança liberaram mais de R$ 30 bilhões para o crédito imobiliário, o que ajudou a destravar parte das operações e reaproximar bancos e incorporadoras.
⚠️ O risco agora é outro
O ponto de atenção deixou de ser apenas crédito e passou a ser inflação.
Se o conflito se estender, pode pressionar commodities como o petróleo, elevando custos e, consequentemente, os juros.
🧠 No fim, o recado é claro
O crédito estava voltando.Mas ainda é sensível ao cenário global.
E isso reforça uma dinâmica conhecida do setor:
👉 o ciclo pode mudar rápido, às vezes, por fatores que nem começam aqui.










