Eduardo Fischer, da MRV, aponta robôs e industrialização como saída para o fim da 6x1

há 10 minutos
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Eduardo Fischer, co-CEO da MRV, estima redução de 15% nos custos com industrialização. Já a Minas Brisa importa 40 robôs para automatizar tarefas nos canteiros.

A redução da jornada pode acelerar uma transformação nos canteiros: produzir mais em menos tempo. Para Eduardo Fischer, co-CEO da MRV, o caminho passa por industrialização, padronização e automação.
A PEC que prevê o fim da escala 6×1 reduz o limite semanal de 44 para 40 horas, com transição inicial para 42 horas. Fischer afirma que a MRV ainda não calculou o impacto financeiro, mas defende mudanças regulatórias para elevar a produtividade.
🏗️ O gargalo começa nas regras municipais
Exigências diferentes de licenciamento dificultam a padronização das moradias. Até pequenas variações no tamanho dos cômodos podem impedir uma verdadeira linha de produção.
“De São Paulo para Guarulhos, para Mogi das Cruzes, é muito diferente”, afirma Fischer.
O executivo defende parâmetros técnicos comuns, com mais liberdade para desenvolver modelos construtivos.
A reforma tributária também pode estimular esse movimento, ao permitir créditos na contratação de serviços industrializados.
📉 A aposta da MRV: segundo Fischer, a industrialização pode reduzir em 15% o custo de produção, compensando os impactos da jornada menor.
🤖 Robôs começam a ocupar os canteiros
A Minas Brisa, incorporadora de Belo Horizonte, representa na América do Sul a fabricante chinesa BMR. Segundo Marcos Magalhães, fundador da empresa, são 12 robôs no Brasil, com outros 40 a caminho.
As máquinas já executam tarefas como:
Limpeza de canteiros e fachadas;
Pintura de paredes;
Nivelamento e lixamento de pisos e concreto.
Cada equipamento tem um operador treinado entre os próprios trabalhadores. “Não estamos tirando ninguém da obra, estamos qualificando a obra”, afirma Magalhães.
A MRV também testa robôs para pintura de fachadas. Cada máquina pode custar mais de R$ 1 milhão, mas, segundo Magalhães, pode executar serviços até duas vezes mais rápido e se pagar em cerca de seis meses.
Zoom out: a pressão é estrutural
A construção enfrenta escassez de mão de obra e atividades pesadas que afastam trabalhadores mais jovens. Nesse cenário, a tecnologia pode ajudar a combinar jornadas menores com produtividade maior.
Para o setor, o desafio agora é transformar automação e industrialização em escala, antes que a falta de profissionais e as novas regras pressionem ainda mais custos e prazos.
Informações e entrevistas: Valor Econômico.





























