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MRV quer construir apartamentos como carros: a meta é entregar em até 25 meses

Foto do escritor: Redação Liga News
Redação Liga News
há 3 horas
2 min de leitura

Com o projeto LEGO, a MRV simplifica tipologias e reorganiza etapas dos canteiros. Ronaldo Motta prevê ganhos de eficiência com padronização e planejamento


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Ronaldo Motta, VP de Engenharia e Produção da MRV&Co (MRV/Divulgação)

🏗️ E se um prédio fosse produzido com a lógica de uma linha de montagem? A MRV quer aproximar a construção civil desse modelo para reduzir custos, acelerar obras e ampliar a oferta de moradias.


A estratégia combina projetos padronizados, compras centralizadas e uma sequência mais organizada de trabalho nos canteiros.



🧩 Para explicar: menos modelos, mais escala


O projeto LEGO, criado pela MRV, reduz a variedade de componentes e tipologias dos empreendimentos.


A construtora já cortou cerca de 70% das tipologias do portfólio e simplificou as piscinas de aproximadamente 220 modelos para apenas seis.


Por que isso importa? Menos variações podem significar menos tipos de formas, compras mais eficientes e execução mais previsível.


Para Ronaldo Motta, vice-presidente de Produção da MRV, regras mais padronizadas para habitação de interesse social também poderiam reduzir entre 15% e 20% os custos de produção, desde que permitam repetir soluções entre municípios.


⏱️ A próxima etapa é fazer a obra andar em linha reta


Padronizar os projetos é uma parte da equação. A outra é a chamada linearização: organizar equipes, materiais e etapas para evitar que a obra pare por falta de insumos ou falhas de planejamento.


A meta da MRV é executar o equivalente a 4% a 5% da obra por mês, concluindo os empreendimentos em 20 a 25 meses, das fundações à validação dos apartamentos.


A mudança será gradual. Projetos já aprovados podem exigir novos licenciamentos, atrasando lançamentos em um ou dois anos.


A expectativa da empresa é que, até 2029, a maior parte dos novos empreendimentos siga tipologias padronizadas.


🔎 Zoom out: a construção está industrializando?


O Índice Geral de Industrialização da Construção, da FGV Ibre, subiu de 14,8 pontos em 2025 para 15,7 em 2026.


Entre empresas pesquisadas, 48,2% já utilizam algum sistema industrializado, mas a aplicação em larga escala ainda é limitada.


Para a MRV, a combinação de padronização e planejamento pode aumentar a produtividade e tornar a habitação mais acessível.


O desafio é transformar o ganho de eficiência dentro do canteiro em redução real de custos e prazos para o comprador.


Fonte: Veja, com entrevista de Ronaldo Motta, vice-presidente de Produção da MRV, e dados da FGV Ibre.

 
 
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