Cyrela e MRV desabam na Bolsa após eleição e alta dos juros futuros

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No primeiro pregão após a eleição, Cyrela, MRV, Cury, Direcional e Tenda registraram fortes perdas durante a sessão

O resultado das urnas virou o mercado financeiro de cabeça para baixo e as incorporadoras sentiram o impacto.
No primeiro pregão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta segunda-feira (26), ações do setor imobiliário registravam perdas expressivas, em meio à alta dos juros futuros.
Por volta das 11h10, as quedas eram de:
Cyrela (CYRE3): -43,4%
MRV&Co (MRVE3): -40,5%
Cury (CURY3): -27,4%
Direcional (DIRR3): -22,5%
Tenda (TEND3): -21,6%
⚠️ Atenção: os percentuais correspondem às variações durante o pregão, não ao fechamento. O movimento acompanhava a revisão das expectativas dos investidores sobre a política fiscal.
📉 O problema vai além da eleição
Construtoras dependem de crédito para financiar projetos e de compradores capazes de assumir financiamentos imobiliários.
Quando os juros sobem, o custo de capital aumenta, o financiamento pode ficar mais caro e a avaliação das empresas na Bolsa tende a sofrer.
O mercado estava majoritariamente posicionado para uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL), vista por investidores como uma possibilidade de ajuste mais rigoroso das contas públicas.
Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário, contrariando essa expectativa.
🔄 Da queda dos juros à reversão
Após o primeiro turno, quando Flávio terminou à frente de Lula, a taxa do DI para janeiro de 2035 chegou a cair mais de 130 pontos-base.
A reação refletia a expectativa de maior rigor fiscal em um eventual governo do candidato do PL.
Agora, a curva de juros se ajustava para cima.
E, para empresas intensivas em capital, como as incorporadoras, essa mudança pesa nas projeções de resultados e no valor atribuído às ações.
🔎 Zoom out: o que a Bolsa está precificando?
O tombo não significa, por si só, que os fundamentos operacionais de todas as empresas mudaram de um dia para o outro.
O mercado está recalculando cenários para juros, crédito e contas públicas.
A questão para o setor é quanto tempo juros elevados podem pressionar o financiamento, a demanda por imóveis e o custo de capital das incorporadoras.
Fonte: Isto É Dinheiro.





























