top of page

Mercado imobiliário aquecido, mas sob pressão: o que o presidente eleito vai receber?

Foto do escritor: Redação Liga News
Redação Liga News
há 3 minutos
2 min de leitura

O Minha Casa, Minha Vida sustenta os lançamentos, mas juros elevados, custos de construção e escassez de trabalhadores desafiam o setor


Mercado imobiliário aquecido, mas sob pressão: o que o presidente eleito vai receber?

O mercado imobiliário encerra 2026 com vendas, lançamentos e crédito em alta.


Mas o bom desempenho não é garantia de repetição: o Minha Casa, Minha Vida sustenta boa parte do setor, enquanto juros elevados, famílias endividadas e custos de construção pressionam os demais segmentos.


Com Lula reeleito no domingo (25), as decisões econômicas do novo governo entram no radar das incorporadoras. Para Ana Maria Castelo, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), há muitas incertezas pela frente:


“O fato de você ter um resultado bom em 2026 não garante 2027”.

🏠 MCMV segura a onda, mas não resolve tudo


O programa respondeu por 58% dos lançamentos residenciais no segundo trimestre e pode chegar a 3 milhões de unidades contratadas nos quatro anos do terceiro mandato de Lula.


  • Crédito: FGTS e Fundo do Pré-Sal ajudam a financiar a habitação popular.

  • Risco: custo de produção, capital de giro e endividamento das famílias mantêm o alerta para distratos.


No médio e alto padrão, o cenário é mais delicado. Juros elevados e menor disponibilidade de recursos da poupança pressionam o financiamento, enquanto estoques e rescisões de contratos preocupam as incorporadoras.


Ainda assim, os financiamentos com recursos da poupança para imóveis fora dos limites do MCMV somaram R$ 132,5 bilhões entre janeiro e agosto, alta de 37,5% sobre igual período de 2025, segundo a Abecip.


🧱 Construir ficou mais caro e falta gente


O INCC acumulou alta de 6,61% em 12 meses até setembro, acima dos 4,58% do IPCA. A mão de obra desacelerou, mas continua pressionando custos: avançou cerca de 7%, após alta de 10% em 2025.


A escassez de profissionais qualificados e a discussão sobre a jornada de trabalho aumentam a pressão por produtividade. Uma saída é industrializar a construção, mas a mudança exige novos projetos, fornecedores e capacitação.


“Não se muda o processo construtivo da noite para o dia”, alerta Castelo. Segundo indicador da FGV, cerca de 16% das obras já utilizam algum sistema industrializado.


🔎 Zoom out: a eleição não elimina a incerteza


Com Lula reeleito, o mercado observará a condução da política fiscal e seus efeitos sobre os juros futuros.


Um plano crível para controlar os gastos pode melhorar expectativas e abrir espaço para crédito mais barato.


Castelo defende sinalização gradual: “Não é preciso fazer um ajuste abrupto da noite para o dia. O que tem de fazer é sinalizar”.

O desafio de 2027 será sustentar o crédito, conter custos e elevar a produtividade — sem depender apenas do impulso do MCMV.


Fonte: Portas. Entrevista com Ana Maria Castelo, economista e pesquisadora da FGV.

 
 
Logo do LigaNews

Construa seu dia com o que realmente impacta a construção civil. 

© Construliga 2025. Todos os direitos reservados. Termos de Uso.

  • Whatsapp
  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Threads

Notícias da LigaNews no seu email

Inscrito(a)

bottom of page