Indústria da construção quer 5 anos para se adaptar ao fim da escala 6x1

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Em reunião com Luiz Marinho, Eduardo Aroeira e David Fratel apresentaram 11 propostas da CBIC

A construção civil quer mais tempo para absorver os impactos da possível redução da jornada de trabalho.
A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) apresentou ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, uma proposta de transição de cinco anos para adaptar o setor ao fim da escala 6×1.
Em reunião realizada em 4 de novembro, o presidente da entidade, Eduardo Aroeira, e o vice-presidente de Política de Relações Trabalhistas, David Fratel, entregaram um documento com 11 propostas para regulamentar as novas regras.
O objetivo é preservar empregos, evitar atrasos nas obras e garantir segurança jurídica às empresas.
⏳ Dois meses não bastam para reorganizar um setor
Para a CBIC, a construção depende de planejamento de longo prazo, contratos em andamento e negociações coletivas.
A adaptação envolve rever escalas, bancos de horas, equipes e custos operacionais.
“A construção civil precisa de um período de transição para absorver essa transformação com estabilidade. Não é possível adaptar sistemas, renegociar contratos, rever bancos de horas e reorganizar toda a operação em apenas dois meses”, afirmou David Fratel.
📉 A conta pode chegar a 300 mil profissionais
Estudos da entidade estimam que a redução da jornada pode representar a perda de quase 600 milhões de horas de trabalho por ano. Para manter a capacidade produtiva atual, seriam necessários cerca de 300 mil novos trabalhadores.
A CBIC também projeta:
Aumento de 10% a 15% nos custos de mão de obra;
Mais de R$ 20 bilhões anuais em encargos caso a recomposição ocorra por horas extras;
Cerca de 35 mil moradias a menos por ano, com impacto potencial sobre quase 500 mil pessoas em cinco anos.
🏗️ O impacto vai além do canteiro
Segundo Eduardo Aroeira, a mudança pode comprometer a entrega de empreendimentos habitacionais, escolas, creches, hospitais e obras de infraestrutura.
Programas como o Minha Casa, Minha Vida também estão no radar da entidade.
Entre as outras propostas estão regras específicas para compensação de jornada nos canteiros, critérios nacionais para o cálculo da hora trabalhada e possibilidade de distribuir 42 horas semanais em cinco dias.
Zoom out: a discussão não é apenas sobre a duração da jornada, mas sobre como reorganizar a produção de um setor intensivo em mão de obra sem comprometer moradias, infraestrutura e investimentos.
O ministro Luiz Marinho recebeu o documento e apontou a negociação coletiva como um dos caminhos para adequar as regras às diferentes realidades produtivas.
Com informações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Metrópoles.





























