Fim da escala 6x1 pode elevar preço dos imóveis em até 6%, diz SindusCon-SP

há 8 horas
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CBIC calcula que a redução da jornada de 44 para 40 horas pode exigir 288 mil trabalhadores adicionais

🏗️ Reduzir a jornada de trabalho pode custar caro à construção civil.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima que a mudança de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, pode elevar em até 15% o custo direto da mão de obra e em pelo menos 6% o custo total das obras.
A conta da entidade inclui R$ 13,5 bilhões por ano para repor as horas que deixariam de ser trabalhadas, com a contratação de 288 mil profissionais adicionais. Mas há um obstáculo: o setor já enfrenta escassez de trabalhadores.
📊 A conta pode chegar ao comprador
O SindusCon-SP estima que os preços dos imóveis residenciais podem subir de 5% a 6%.
A entidade também alerta que obras de infraestrutura e habitação popular, como as do Minha Casa, Minha Vida, podem perder viabilidade sem reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos.
A CBIC projeta que o encarecimento pode reduzir em 30 mil unidades por ano o volume de moradias financiadas, afetando potencialmente 83 mil pessoas. Em cinco anos, o impacto acumulado chegaria a 150 mil unidades, segundo a entidade.
👷 Menos horas podem significar menos renda?
O Secovi-SP chama atenção para outro efeito: trabalhadores remunerados por hora ou produtividade podem receber menos se a redução da jornada diminuir o volume produzido.
O impacto depende do contrato, da função e das regras coletivas; trabalhadores mensalistas não têm necessariamente a remuneração reduzida.
Para Ely Wertheim, presidente-executivo do Secovi-SP, “aplicar uma regra geral a todas as atividades como se fossem iguais é um erro”. Ele defende a negociação direta entre as partes.
🔎 Zoom out: produtividade entra na equação
O desafio não se resume a contratar mais gente. A CBIC defende qualificação profissional, industrialização e ganhos de produtividade para compensar parte das horas disponíveis a menos.
No saneamento, a entidade calcula que um aumento de 10% no custo da mão de obra elevaria a necessidade anual de investimentos de R$ 56,3 bilhões para R$ 58,23 bilhões.
A questão central: como melhorar as condições de trabalho sem comprometer a oferta de moradias, o investimento em infraestrutura e o cronograma das obras?
As projeções das entidades indicam riscos econômicos, mas o impacto efetivo dependerá da implementação da mudança e da capacidade de adaptação das empresas.
Fonte: Folha de S. Paulo. Estimativas e posicionamentos da CBIC, do SindusCon-SP e do Secovi-SP.





























