MCMV virou gigante. Agora o setor quer saber se ele vai atravessar o próximo governo

há 2 horas
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Gustavo Favaron, Ely Wertheim e Alberto Ajzental apontam continuidade do MCMV, recursos para habitação e queda dos juros como prioridades para o próximo ciclo imobiliário

MCMV virou gigante. Agora o setor quer saber se ele vai atravessar o próximo governo
🏠 O Minha Casa, Minha Vida já deixou de ser apenas um programa habitacional. Para o mercado imobiliário, virou uma engrenagem central dos lançamentos e das vendas — e, depois do primeiro turno, incorporadores passaram a defender que sua continuidade não dependa do ciclo eleitoral.
Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o MCMV respondeu por 86,7% das unidades lançadas e 83% das vendidas no País, segundo dados da Abrainc citados pelo Estado de S. Paulo. É difícil chamar isso de nicho.
🎯 A demanda do setor: menos eleição, mais previsibilidade
Para Gustavo Favaron, CEO do GRI Institute, o programa ganhou espaço relevante no mercado, mas precisa atravessar governos.
“O Minha Casa, Minha Vida precisa ser um programa de Estado.”
A preocupação, segundo Favaron, está justamente na continuidade das regras e na capacidade de planejamento das empresas. Afinal, incorporadora compra terreno, aprova projeto, lança, constrói e entrega. O calendário eleitoral é curto. O imobiliário, definitivamente, não é.
Ely Wertheim, presidente-executivo do Secovi-SP, adota uma posição semelhante, mas sem apontar preferência eleitoral: o essencial, para ele, é preservar o MCMV, manter recursos do FGTS e da poupança direcionados à habitação e criar condições para a queda dos juros.
💸 O outro lado da equação: o juro
É aqui que aparece o principal incômodo do setor.
Favaron afirma que o mercado vive uma combinação contraditória: de um lado, o MCMV impulsiona a atividade; de outro, o ambiente de juros elevados dificulta a estruturação dos empreendimentos.
O economista Alberto Ajzental, coordenador do curso de Negócios Imobiliários da FGV-SP, também coloca o equilíbrio fiscal no centro da discussão, associando déficit, endividamento, inflação e juros às condições de financiamento.
🔎 O que o mercado está pedindo?
O Secovi-SP afirma ter apresentado propostas aos candidatos durante a campanha. Entre as demandas estão ajuste fiscal, redução dos juros, reforço do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), continuidade do MCMV e preservação dos recursos do FGTS para habitação.
Para Wertheim, há uma razão prática para olhar além da eleição: um empreendimento imobiliário pode atravessar sete ou oito anos entre aprovação e entrega.
Ou seja: para quem constrói, o próximo governo importa. Mas a previsibilidade importa ainda mais.
Fonte: Estado de S. Paulo, com entrevistas de Gustavo Favaron, CEO do GRI Institute; Ely Wertheim, presidente-executivo do Secovi-SP; e Alberto Ajzental, coordenador do curso de Negócios Imobiliários da FGV-SP. Dados da Abrainc.





























