O alto padrão em SP tem uma faixa de preço favorita: até R$ 4 milhões

há 10 horas
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Levantamento da Bossa Nova Sotheby’s aponta alta de 24% nas vendas de imóveis acima de R$ 2 milhões no segundo trimestre, enquanto o estoque recuou 25%

🏙️ Para entender: apartamentos de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões puxam o alto padrão em SP
O mercado imobiliário de luxo acelerou no segundo trimestre, mesmo com juros elevados.
O destaque? Imóveis entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões, responsáveis por 71% das vendas em 15 bairros de São Paulo, segundo levantamento da Bossa Nova Sotheby’s International Realty.
📈 Mais vendas, menos estoque
As transações de imóveis acima de R$ 2 milhões cresceram 24% ante o primeiro trimestre, chegando a mil negócios. O tíquete médio subiu 2,6%, para R$ 4,3 milhões. No semestre, foram 1,8 mil transações.
O movimento veio acompanhado de uma mudança importante na oferta:
Estoque disponível: queda de 25%, de 15,33 mil para 11,44 mil unidades.
Taxa de absorção: alta de 5% para 9%.
Tempo estimado para vender o estoque: recuo de 57 para 34 meses.
Em outras palavras, os imóveis estão encontrando compradores com mais rapidez. Mas isso significa que todo o mercado está aquecido?
📍 O CEP muda a conta
A faixa de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões concentra negócios até em regiões de tíquete elevado. No Paraíso, representa 89% das transações; em Pinheiros, 86%; e em Higienópolis, 71%.
Já a Vila Nova Conceição combina tíquete médio de R$ 6,1 milhões com a maior participação de vendas acima de R$ 10 milhões: 16%.
💡 Valorização seletiva, não generalizada
O preço mediano do metro quadrado negociado subiu em dez dos 15 bairros monitorados, com altas de até 21% no Morumbi.
Em outros cinco, houve queda de 1% a 4%, incluindo Vila Nova Conceição e Vila Madalena.
Para incorporadores e investidores, o recado é claro: a demanda existe, mas localização, preço e adequação do produto ao comprador continuam decisivos.
“Existe demanda ativa quando o imóvel reúne características compatíveis com as expectativas desse comprador”, afirma Marcello Romero, fundador e CEO da Bossa Nova Sotheby’s International Realty, em entrevista ao Valor Econômico.
🔎 O que observar: com estoques menores e absorção maior, vale acompanhar se o ritmo de vendas se sustenta em um cenário de crédito caro (e quais bairros conseguem transformar demanda em valorização efetiva).
Fonte: Valor Econômico.





























