Escassez de terrenos impulsiona aposta da Daycoval Asset em retrofit
- Redação Liga News
- há 2 dias
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Gestora liderada por Martim Fass aposta em retrofit residencial na Vila Mariana após escassez de terrenos impulsionar nova fase do mercado imobiliário paulistano.

O retrofit deixou de ser “plano alternativo” em São Paulo. E começa a virar estratégia principal. 🏗️
Com terrenos cada vez mais escassos (e caros) o mercado começa a olhar para prédios antigos com outros olhos.
Agora, até fundos imobiliários entraram oficialmente no jogo.
A Daycoval Asset lançou seu primeiro fundo focado exclusivamente em retrofit, apostando R$ 40 milhões na revitalização de dois prédios abandonados na Vila Mariana.
Sim: abandonados.
Um deles tinha apenas um caseiro morando no local.
📍A escolha da Vila Mariana não foi por acaso.
Segundo Martim Fass, head de investimentos imobiliários da Daycoval Asset, a ideia era fugir de apostas urbanísticas “heroicas”.
“É um bairro onde não precisamos ficar provando uma tese do tipo ‘vamos retornar para o Centro’”, afirmou Fass em entrevista ao Metro Quadrado.
Na prática, o retrofit começa a migrar do discurso arquitetônico para a lógica financeira.
E os números ajudam a explicar.
Os apartamentos revitalizados devem voltar ao mercado com tíquete médio de R$ 15,5 mil/m² (acima do projetado inicialmente pela gestora).
💰 O detalhe curioso?
O público-alvo não é luxo extremo nem Minha Casa Minha Vida.
É justamente o médio padrão.
Uma faixa que ficou meio “órfã” nos últimos anos enquanto o mercado corria atrás do alto padrão e dos subsídios habitacionais.
Os prédios, construídos nos anos 1970, carregavam características que desapareceram de boa parte dos lançamentos atuais:
• pé-direito alto
• janelas maiores
• plantas entre 84 m² e 114 m²
Ou seja: atributos antigos… que voltaram a ser premium.
A reforma manteve parte dessa identidade original, mas adicionou o “combo contemporâneo” que o mercado exige: academia, salão de festas e condomínio unificado.
📉 Mas encontrar oportunidades viáveis ainda está longe de ser simples.
A Daycoval analisou quase 100 edifícios desde 2021 em bairros como Pinheiros, Bela Vista, Vila Madalena e Vila Mariana.
Poucos fecharam a conta.
“É preciso encontrar um proprietário disposto a vender a um preço que viabilize o investimento. E isso, na maioria das vezes, é difícil de encontrar”, disse Fass ao Metro Quadrado.
Mesmo assim, o mercado parece ter entendido uma coisa:
Na cidade onde faltam terrenos… talvez o próximo grande lançamento já esteja pronto há 50 anos. 👀











