Novo CEO da Ribeiro Caram aposta que data centers serão o próximo ciclo de crescimento da construção
- Redação Liga News
- há 9 minutos
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Construtora redireciona 60% de sua estratégia para data centers, aposta em certificações internacionais e vê na IA o maior ciclo de crescimento da construção na próxima década

🏗️ De galpões para data centers. A nova aposta da construção
Há poucos anos, quem quisesse crescer na construção industrial corria para os galpões logísticos. Agora, uma nova corrida começa a ganhar força (e ela atende pelo nome de data center). 💻
A Ribeiro Caram quer estar entre as protagonistas desse movimento.
Sob o comando do novo CEO, Diego Baez, a construtora está redirecionando sua estratégia para atender à crescente demanda por infraestrutura física voltada à inteligência artificial e computação em nuvem.
🤖 A IA precisa de prédios antes de algoritmos
A explosão da inteligência artificial criou uma corrida por capacidade computacional.
Mas, antes dos chips e servidores, existe um desafio menos visível: construir os edifícios capazes de abrigá-los.
Foi justamente essa leitura que levou a Ribeiro Caram a mudar de rota.
Segundo Diego Baez, cerca de 60% do esforço estratégico da empresa passa agora a ser direcionado para projetos de data centers.
"O que aconteceu com galpões logísticos há quatro ou cinco anos é o que vai acontecer com data center nos próximos dez", afirmou Diego Baez, CEO da Ribeiro Caram, em entrevista ao Painel S.A., da Folha de S.Paulo.
A comparação faz sentido. O boom do e-commerce impulsionou uma onda histórica de construção de galpões. Agora, a IA promete provocar um ciclo semelhante, mas com exigências técnicas muito maiores.
📈 O mercado logístico continua aquecido...
A mudança de foco não acontece porque os galpões perderam força. Pelo contrário.
Dados da JLL mostram que a vacância dos galpões logísticos no Brasil caiu para apenas 5,5% no segundo trimestre de 2026, o menor nível da série histórica.
Em regiões estratégicas, como Guarulhos, esse índice chega a apenas 1%, refletindo uma forte escassez de áreas disponíveis.
Ao mesmo tempo, a absorção líquida atingiu 2,8 milhões de m² no primeiro semestre, confirmando que a demanda continua elevada.
⚠️ ...mas construir data centers é outro jogo
Se um galpão logístico já exige engenharia especializada, um data center leva a complexidade a outro patamar.
Além da infraestrutura elétrica, refrigeração e redundância operacional, grandes clientes internacionais exigem elevados padrões de governança, segurança e compliance.
Por isso, a Ribeiro Caram está investindo em certificações específicas para disputar esse mercado.
"Se você não tiver certificação, não está no jogo", afirmou Diego Baez ao Painel S.A., da Folha de S.Paulo.
👷 O gargalo não é só terreno. É gente.
Outro desafio aparece dentro dos canteiros.
Segundo Baez, falta mão de obra preparada para atender aos padrões exigidos por empresas globais como Microsoft e Amazon.
Em alguns casos, a empresa precisa contratar gerentes de campo fluentes em inglês para conduzir reuniões técnicas com contratantes estrangeiros.
A escassez de terrenos em polos consolidados também força a busca por soluções de engenharia mais complexas e incentiva a expansão para estados como Ceará e Pernambuco.
🎯 O que isso significa para o mercado?
A movimentação da Ribeiro Caram reforça uma mudança que começa a aparecer em diferentes segmentos da construção.
Se, nos últimos anos, o grande vetor de crescimento foi o mercado logístico, a próxima década pode ser marcada pela infraestrutura necessária para sustentar a economia da inteligência artificial.
Quem dominar esse tipo de obra tende a disputar um mercado com barreiras técnicas muito maiores — e potencial de crescimento igualmente elevado.
Fonte: Painel S.A. (Folha de S.Paulo). Reportagem com base em entrevista concedida por Diego Baez, CEO da Ribeiro Caram. Dados de mercado da JLL citados na reportagem.
Foto: Diego Baez, CEO da Ribeiro Caram — Divulgação/Ribeiro Caram.

























