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Direcional cai após prévia, enquanto analistas mantêm recomendação de compra

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 8 minutos
  • 3 min de leitura

Com R$ 2 bilhões em vendas brutas, R$ 2,1 bilhões em lançamentos e R$ 80 milhões em geração de caixa operacional, a Direcional entregou um trimestre resiliente — embora a queda no VSO, os distratos e a performance da Riva tenham dividido a leitura do mercado.


Direcional cai após prévia, enquanto analistas mantêm recomendação de compra

A Direcional Engenharia encerrou o segundo trimestre com um número para celebrar e alguns para acompanhar de perto.


As vendas brutas chegaram a R$ 2 bilhões — o maior patamar trimestral da história da companhia. Os lançamentos somaram R$ 2,1 bilhões em VGV, alta de 8% em um ano. E a geração de caixa operacional alcançou R$ 80 milhões.


O mercado, porém, olhou para outro indicador: a velocidade de vendas caiu de 26% para 23%. Crescer em volume é importante; converter essa oferta no mesmo ritmo, mais ainda.


A marca Direcional sustenta. A Riva pede atenção. 🏗️


O mix de lançamentos ficou concentrado na marca Direcional, voltada ao Minha Casa, Minha Vida, com 62% do total. A Riva, braço de média renda do grupo, respondeu pelos outros 38%.


É justamente aí que os analistas identificaram o ponto mais sensível do trimestre. A Riva teve desempenho mais fraco, enquanto a operação econômica manteve crescimento consistente.



A joint venture com a Moura Dubeux também entrou na conta, com dois projetos em Fortaleza e Natal que somaram 712 unidades e R$ 234 milhões em VGV.


Para Caio Nabuco de Araujo, analista da Empiricus Research, o movimento reforça a expansão da Direcional no Nordeste, região ainda marcada por déficit habitacional elevado.


Copa, distratos e uma conversão menos acelerada


As vendas líquidas foram de R$ 1,7 bilhão, praticamente estáveis em relação ao segundo trimestre de 2025. Segundo Araujo, da Empiricus, o resultado sofreu com distratos maiores em algumas praças e com menor conversão no fim de junho, durante a Copa do Mundo.


A XP Investimentos classificou a prévia como resiliente e positiva, embora lançamentos e vendas tenham ficado, respectivamente, 2% e 4% abaixo de suas projeções.


A corretora também destacou a geração de caixa após excluir a venda de recebíveis — um ponto que vinha sendo monitorado pelo mercado.


Já o Banco Safra adotou tom mais cauteloso. Para a equipe de análise, os cancelamentos chegaram a 16% das vendas brutas, pressionados por questões de incentivos regionais, especialmente em Manaus.


Ainda assim, o banco destacou que os R$ 80 milhões de geração operacional ficaram acima da estimativa interna de R$ 40 milhões.


O mercado viu um trimestre misto. A tese continua de pé?


A leitura dos analistas converge em um ponto: a Direcional entregou uma prévia com ruídos pontuais, não uma mudança estrutural de rota.


A Empiricus vê DIRR3 negociando perto de 6 vezes o lucro estimado para 2027. O Safra calcula 5,4 vezes e mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 19 — potencial de valorização de cerca de 53% frente à cotação mencionada na reportagem.


O argumento passa pelo Minha Casa, Minha Vida. Segundo o Safra, as faixas 3 e 4 representam cerca de 60% das vendas da Direcional e podem ganhar novos ajustes. Se o crédito melhorar, a companhia já tem escala para capturar a demanda.


Se não melhorar, a marca Direcional parece estar carregando o grupo nas costas — por enquanto.



Dados, análises e declarações: reportagem do Money Times.

 
 
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