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Construção civil celebra reajuste do Minha Casa, Minha Vida e prevê recorde

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura
Reajuste dos tetos das faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida amplia alcance do programa, destrava projetos em regiões críticas e reforça a aposta do governo em bater 3 milhões de contratos até 2026.

Construção civil celebra reajuste do Minha Casa, Minha Vida e prevê recorde

Depois de meses patinando em várias cidades do Norte e do Nordeste, o Minha Casa, Minha Vida ganhou um fôlego novo. O reajuste dos tetos das faixas 1 e 2, aprovado pelo Conselho Curador do FGTS, foi recebido pelo setor como um avanço concreto (daqueles que mexem no jogo de verdade).

Não muda o subsídio, não cria nova regra mirabolante. Mas faz o básico bem feito: permite que mais imóveis voltem a caber dentro do programa.


📍 Onde o problema era maior, o efeito tende a ser mais claro

A leitura entre construtoras é direta: o gargalo estava no preço máximo, não na demanda. Em muitas cidades médias e grandes do Norte e do Nordeste, o MCMV simplesmente deixou de fechar a conta.


Com os novos limites (que chegam a R$ 275 mil, dependendo do porte do município) o programa passa a alcançar 263 cidades, segundo o governo federal.


Em tradução livre: menos obra travada, mais projeto viável.


📊 Os novos tetos, sem rodeios

Cidades maiores ganharam mais espaço para respirar:

  • Municípios com mais de 750 mil habitantes: teto sobe de R$ 264 mil para R$ 275 mil

  • Entre 300 mil e 750 mil habitantes: de R$ 250 mil para R$ 270 mil

  • Entre 100 mil e 300 mil habitantes: de R$ 230 mil para R$ 245 mil


Pode parecer ajuste fino. Mas, na prática, é a diferença entre lançar ou não lançar.


Custos subiram. O programa precisava acompanhar

O setor avalia que o reajuste ajuda a compensar a alta dos custos da construção, que vinha expulsando incorporadoras das faixas de menor renda.


Quando o teto não acompanha o preço real do metro quadrado, o resultado é conhecido:


👉 menos oferta

👉 menos competição

👉 menos moradia onde ela é mais necessária


O ajuste não resolve tudo, mas reconecta o programa à realidade do canteiro.


🎯 A aposta do governo é clara (e alta)

O movimento acontece em meio à forte aposta do governo Lula no Minha Casa, Minha Vida como vitrine da política habitacional. A meta agora é ambiciosa: 3 milhões de unidades contratadas até o fim do mandato, acima da previsão inicial de 2 milhões.

Em 2025, o programa já mostrou tração:


  • quase 200 mil unidades na faixa 1

  • cerca de 157 mil na faixa 2Juntas, essas faixas responderam por 29% do total contratado no ano.


💰 Dinheiro tem. A pergunta é: chega onde precisa?

Para 2026, o orçamento aprovado pelo FGTS soma R$ 160,5 bilhões para habitação e saneamento — sendo R$ 144,6 bilhões só para moradia.


Com recurso, teto ajustado e demanda represada, o setor vê um cenário favorável para retomar o crescimento justamente onde está o maior déficit habitacional do país.


A CBIC, inclusive, já prepara novas propostas para discutir a revisão das demais faixas em 2026. O diálogo com o governo, segundo a entidade, está aberto.


🏠 No fim das contas…

O reajuste dos tetos não é revolução. Mas é engenharia básica aplicada à política pública.

E, num programa do tamanho do Minha Casa, Minha Vida, às vezes é isso que destrava o canteiro.


 
 
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