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Campo de Marte coloca R$ 80 bilhões do mercado imobiliário em risco, alerta Ely Wertheim

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura

Restrições de altura ligadas à ampliação dos voos no Campo de Marte podem afetar cerca de 90% dos projetos em desenvolvimento na capital. Secovi-SP fala em impacto de R$ 80 bilhões e espera uma solução técnica antes de recorrer à Justiça.


Campo de Marte coloca R$ 80 bilhões do mercado imobiliário em risco, alerta Ely Wertheim

A disputa já não é apenas entre construtoras. Agora envolve aeroportos, urbanismo e R$ 80 bilhões em potencial de vendas.


O Secovi-SP e a Abrainc alertam que a ampliação da operação do Campo de Marte, com a implantação da navegação por instrumentos, pode reduzir drasticamente a altura permitida para novos edifícios em grande parte da capital paulista. 🏗️


Segundo Ely Wertheim, presidente do Secovi-SP, a expectativa ainda é de uma solução técnica — mas o setor já admite recorrer à Justiça caso ela não aconteça.

"Estamos prontos para entrar com questionamentos na Justiça, mas não é o que queremos. Ainda temos esperança de que essa decisão seja revertida", afirmou Ely Wertheim, presidente do Secovi-SP, ao Estadão.

📉 Menos andares, menos cidade?


Hoje, bairros onde projetos poderiam chegar a 20 pavimentos passariam a permitir edifícios com cerca de oito andares, segundo o setor.


O impacto seria amplo. De acordo com Secovi-SP e Abrainc, cerca de 90% dos empreendimentos em desenvolvimento estão dentro do raio potencialmente afetado — o equivalente a R$ 80 bilhões em vendas futuras.


A conta é simples: menos potencial construtivo significa terrenos menos rentáveis, menor oferta e projetos que deixam de sair do papel.


⚖️ O impasse ainda tem solução?


Segundo Wertheim, o diálogo com o Ministério de Portos e Aeroportos, o Governo de São Paulo, a Prefeitura e a Aeronáutica avançou após a apresentação de estudos técnicos pelo setor.


A expectativa é encontrar alternativas que preservem a segurança aérea sem comprometer a produção imobiliária.


Caso isso não ocorra, o Secovi-SP estuda contestar judicialmente o processo, alegando que a concessão do aeroporto avançou sem um debate suficiente sobre seus impactos urbanísticos.


🛬 A concessionária não recua


A concessionária PAX, controlada pela XP Asset, investiu R$ 125 milhões na ampliação das pistas e afirma que a implantação da navegação por instrumentos faz parte do contrato de concessão.


Já o Ministério de Portos e Aeroportos reforça que o processo passou por consultas e audiências públicas conduzidas pela Anac.


💬 No fim, a discussão vai muito além de um aeroporto. A pergunta é: até onde a infraestrutura de mobilidade pode redefinir o futuro da verticalização de uma das maiores metrópoles do país?


Fonte: O Estado de S. Paulo | Entrevistas: Ely Wertheim (Secovi-SP), representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, PAX (XP Asset) e Anac.

 
 
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