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Cury vende menos no trimestre, mas caixa recorde sustenta tese de dividendos

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    Redação Liga News
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Com lançamentos e vendas abaixo das projeções, a Cury compensou o trimestre com R$ 145 milhões em geração de caixa, o 29º resultado positivo consecutivo, e manteve no radar uma nova rodada de dividendos.


Cury vende menos no trimestre, mas caixa recorde sustenta tese de dividendos

A Cury fechou o segundo trimestre com um contraste que o mercado costuma gostar: os lançamentos e as vendas ficaram abaixo das expectativas, mas o caixa veio forte.


A companhia gerou R$ 145 milhões no período, alta de 40,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. É o 29º trimestre consecutivo de geração de caixa positiva. No acumulado de 2026, já são R$ 238,2 milhões.


O caixa faz mais barulho que o VGV 💰


Para o BTG Pactual, o resultado reforça a disciplina operacional da Cury e sustenta a tese de dividendos relevantes. A instituição mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 44 para a ação.


Não é pouca coisa: em 2025, a incorporadora distribuiu R$ 1,4 bilhão em dividendos. Neste ano, já foram R$ 270 milhões.


Quando a operação segue transformando resultado em caixa, a discussão deixa de ser apenas sobre crescimento e passa a ser sobre remuneração ao acionista.


Menos lançamento, mais preço


A Cury lançou 11 projetos, com R$ 2,3 bilhões em VGV — alta de apenas 1,4% em um ano e cerca de 9% abaixo das projeções da XP Investimentos e do Itaú BBA.


Segundo a XP, parte do desvio veio do adiamento de um projeto previsto para o trimestre.


O Itaú BBA espera aceleração de lançamentos no segundo semestre.


As vendas chegaram a R$ 2 bilhões, queda de 9,5% na comparação anual. A explicação está no preço: para compensar a alta dos custos de construção, a companhia elevou o ticket médio em 6,9%, para R$ 331 mil por unidade.


O mercado absorveu menos volume, mas ainda em um ritmo saudável: a velocidade de vendas foi de 40,5%.


Faixas 3 e 4 podem mudar o jogo


A Cury tem exposição direta às faixas 3 e 4 do Minha Casa, Minha Vida — justamente as que podem passar por novas segmentações de renda e redução de juros, em análise pelo Conselho Curador do FGTS.


Para o Itaú BBA, esse movimento pode ampliar o poder de compra das famílias e abrir espaço para revisões positivas nas projeções da companhia.


A Cury entra no segundo semestre com uma equação interessante: menos vendas no trimestre, preços maiores, caixa recorde e um possível reforço de crédito no horizonte.


Em um mercado que cobra margem e execução, ela parece ter escolhido priorizar os dois.



 
 
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