Cury vende menos no trimestre, mas caixa recorde sustenta tese de dividendos
- Redação Liga News

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Com lançamentos e vendas abaixo das projeções, a Cury compensou o trimestre com R$ 145 milhões em geração de caixa, o 29º resultado positivo consecutivo, e manteve no radar uma nova rodada de dividendos.

A Cury fechou o segundo trimestre com um contraste que o mercado costuma gostar: os lançamentos e as vendas ficaram abaixo das expectativas, mas o caixa veio forte.
A companhia gerou R$ 145 milhões no período, alta de 40,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. É o 29º trimestre consecutivo de geração de caixa positiva. No acumulado de 2026, já são R$ 238,2 milhões.
O caixa faz mais barulho que o VGV 💰
Para o BTG Pactual, o resultado reforça a disciplina operacional da Cury e sustenta a tese de dividendos relevantes. A instituição mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 44 para a ação.
Não é pouca coisa: em 2025, a incorporadora distribuiu R$ 1,4 bilhão em dividendos. Neste ano, já foram R$ 270 milhões.
Quando a operação segue transformando resultado em caixa, a discussão deixa de ser apenas sobre crescimento e passa a ser sobre remuneração ao acionista.
Menos lançamento, mais preço
A Cury lançou 11 projetos, com R$ 2,3 bilhões em VGV — alta de apenas 1,4% em um ano e cerca de 9% abaixo das projeções da XP Investimentos e do Itaú BBA.
Segundo a XP, parte do desvio veio do adiamento de um projeto previsto para o trimestre.
O Itaú BBA espera aceleração de lançamentos no segundo semestre.
As vendas chegaram a R$ 2 bilhões, queda de 9,5% na comparação anual. A explicação está no preço: para compensar a alta dos custos de construção, a companhia elevou o ticket médio em 6,9%, para R$ 331 mil por unidade.
O mercado absorveu menos volume, mas ainda em um ritmo saudável: a velocidade de vendas foi de 40,5%.
Faixas 3 e 4 podem mudar o jogo
A Cury tem exposição direta às faixas 3 e 4 do Minha Casa, Minha Vida — justamente as que podem passar por novas segmentações de renda e redução de juros, em análise pelo Conselho Curador do FGTS.
Para o Itaú BBA, esse movimento pode ampliar o poder de compra das famílias e abrir espaço para revisões positivas nas projeções da companhia.
A Cury entra no segundo semestre com uma equação interessante: menos vendas no trimestre, preços maiores, caixa recorde e um possível reforço de crédito no horizonte.
Em um mercado que cobra margem e execução, ela parece ter escolhido priorizar os dois.
Fonte: Metro Quadrado.





























