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São Paulo vira o maior canteiro de obras do Brasil com 317 mil apartamentos em construção

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 12 minutos
  • 3 min de leitura

Capital paulista registra o maior volume de obras da história, impulsionada pelo Minha Casa Minha Vida e pelo alto padrão, mas o novo ciclo também levanta dúvidas sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.


São Paulo vira o maior canteiro de obras do Brasil com 317 mil apartamentos em construção. Foto: Danilo Verpa/Folhapress.
Foto: Danilo Verpa/Folhapress.

Enquanto o Minha Casa Minha Vida domina em volume, o médio e alto padrão concentra a maior parte do dinheiro investido. A capital responde sozinha por quase um terço dos lançamentos do Brasil.


São Paulo nunca teve tantos empreendimentos sendo construídos ao mesmo tempo.


São 317 mil apartamentos em obras, resultado de uma sequência histórica de lançamentos que transformou a cidade no maior canteiro imobiliário do país. O número reflete os recordes registrados pelo mercado nos últimos anos: 73 mil unidades lançadas em 2023, 104,4 mil em 2024 e 139,7 mil em 2025, segundo dados do Secovi-SP, divulgados pelo Estadão.


E a máquina continua acelerando.


Apenas entre janeiro e abril de 2026 foram lançadas 39,5 mil unidades, alta de 6% sobre o mesmo período do ano anterior. No acumulado de 12 meses, a cidade já soma 141,8 mil novos apartamentos — uma média de 388 lançamentos por dia.


📈 O volume impressiona. O dinheiro segue outro caminho.


Quando o assunto é quantidade, o Minha Casa Minha Vida domina.


Em 2025, 61% dos lançamentos da capital foram destinados ao programa habitacional — cerca de 85 mil unidades, contra 54 mil apartamentos dos segmentos médio, alto e altíssimo padrão.


Mas basta olhar para o Valor Geral de Vendas (VGV) para perceber outra realidade.


Dos R$ 81,7 bilhões lançados no ano passado, 71% vieram dos empreendimentos de médio e alto padrão, que movimentaram R$ 58,2 bilhões. O MCMV respondeu pelos outros 29%, com R$ 23,4 bilhões.


Mais apartamentos de um lado.

Mais dinheiro do outro.


🏙️ Os bairros nobres continuam puxando os bilhões


Entre os 54 mil apartamentos de médio e alto padrão lançados em 2025, mais de um terço ficou concentrado em apenas quatro bairros.


A liderança é da Vila Mariana, com 6,7 mil unidades, seguida por Itaim Bibi (5 mil), Pinheiros (3,5 mil) e Moema (3,4 mil).


São 18,6 mil apartamentos em construção apenas nesses quatro distritos.


A verticalização continua mudando a paisagem da cidade — e alongando os cronogramas das obras, já que empreendimentos maiores exigem ciclos de construção superiores aos tradicionais 36 meses.


🚧 O MCMV acelera. E ganha ainda mais espaço.


Se o médio e alto padrão lidera em valor, o programa habitacional segue ampliando sua presença no mercado.


Em abril, 75% de todos os lançamentos realizados em São Paulo estavam enquadrados no Minha Casa Minha Vida, segundo o Secovi-SP.


Na prática, de cada quatro apartamentos lançados na cidade, três pertencem ao programa federal.


São Paulo virou o motor da construção brasileira?


Os números ajudam a explicar o peso da capital.


Segundo dados da CBIC, também citados pelo Estadão, São Paulo respondeu por 31% de todos os lançamentos residenciais realizados no Brasil em 2025.


Foram 139,7 mil unidades, dentro de um universo nacional de 453 mil imóveis.


Em valor, o protagonismo também impressiona.


Os empreendimentos paulistanos movimentaram R$ 81,7 bilhões, cerca de 28% de todo o VGV lançado no país.


Nas vendas, o cenário se repete: dos 426,3 mil imóveis comercializados nacionalmente, 113 mil foram vendidos apenas na capital paulista.


🎯 A cidade constrói como nunca. Mas para quem?


Os guindastes ocupam o horizonte e os canteiros seguem cheios.


Mas a distribuição dessa produção revela um mercado dividido: enquanto o Minha Casa Minha Vida sustenta o volume de lançamentos, o médio e alto padrão continua sendo o principal responsável pela geração de receita.


São Paulo constrói mais do que qualquer outra cidade brasileira.


A pergunta que começa a ganhar força é outra: esse ritmo continuará quando os ciclos de oferta começarem a amadurecer?



Fonte: Estadão.

Foto: Danilo Verpa/Folhapress.

 
 
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