Por que investidores avaliaram a Housi em R$ 1,2 bilhão? A resposta está dentro dos condomínios
- Redação Liga News
- há 1 dia
- 2 min de leitura
Com aporte de R$ 50 milhões liderado pela Headline, a Housi alcança valuation de R$ 1,2 bilhão e aposta em uma tese que vai além da moradia: transformar condomínios em plataformas permanentes de serviços e consumo.

A Housi acaba de receber um novo voto de confiança do mercado.
A plataforma fundada por Alexandre Frankel captou R$ 50 milhões da Headline, rodada que elevou seu valuation para R$ 1,2 bilhão.
Não é pouca coisa.
A empresa nasceu há apenas sete anos a partir da Vitacon e já conta entre seus investidores nomes como Quartzo Capital, Redpoint Eventures e Açolab Ventures.
Mas o mais interessante talvez não seja o aporte.
É a ambição.
A Housi não quer mais ser uma plataforma imobiliária
Ela quer ser uma plataforma de serviços.
E, pelo discurso de Alexandre Frankel ao Valor Econômico, o condomínio virou o novo shopping center.
Hoje, a empresa conecta serviços como mercados autônomos, lavanderias, locação de bicicletas, carros, ferramentas, adegas, áreas pet e diversas outras conveniências dentro dos empreendimentos.
Já são 1.250 condomínios conectados em 230 cidades brasileiras.
O concorrente não é quem você imagina 👀
Durante anos, o mercado discutiu quem lideraria a transformação digital do setor imobiliário. Frankel parece olhar para outro lugar.
A meta declarada da Housi é simples: ter mais pontos de venda que a Cacau Show.
Sim, a Cacau Show.
Cada condomínio conectado passa a ser tratado como um novo canal de distribuição.
Uma lógica muito mais próxima do varejo do que da incorporação tradicional.
O condomínio virou plataforma de consumo
A primeira movimentação já aconteceu.
A Housi comprou participação na Smart Break, empresa especializada em mercados autônomos para condomínios.
Segundo Frankel, a tendência é aprofundar a integração entre as empresas ao longo do tempo.
A estratégia é clara: quanto mais serviços dentro do condomínio, maior o potencial de receita.
Do Minha Casa Minha Vida ao alto padrão
E aqui existe um detalhe importante.
A tese não depende apenas dos empreendimentos de luxo.
Segundo Frankel, a plataforma funciona tanto em projetos econômicos quanto em condomínios de alto padrão.
"Vamos do supereconômico ao alto padrão. O que muda é a curadoria dos serviços", afirmou ao Valor Econômico.
Em alguns casos, a receita gerada pelos serviços ajuda até a reduzir o custo condominial.
Segundo o executivo, há empreendimentos que conseguiram diminuir em até 20% o valor da taxa de condomínio.
O prédio inteligente pode virar obrigação
Por trás da rodada existe uma aposta maior.
A de que, no futuro, condomínio sem serviços integrados será visto da mesma forma que um prédio sem internet foi visto anos atrás: ultrapassado.
A Housi não está vendendo apartamentos.
Está tentando controlar o que acontece depois que as pessoas entram neles.
E, para uma startup avaliada em R$ 1,2 bilhão, talvez esse mercado seja ainda maior que o próprio setor imobiliário. 🚀
Fonte: Valor Econômico. Entrevista com Alexandre Frankel, fundador e CEO da Housi.











