Com 17 projetos, Tenda expande oferta e testa absorção do mercado popular
- Redação Liga News

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Com R$ 1,77 bilhão em lançamentos e alta de 59,1% no VGV, a Tenda amplia sua operação no Minha Casa, Minha Vida. O contraponto está na queda da velocidade de vendas e no desempenho comercial da Alea.

A Tenda fechou o segundo trimestre com o pé no acelerador: R$ 1,77 bilhão em lançamentos, alta de 59,1% em um ano, distribuídos em 17 projetos. No mesmo intervalo de 2025, haviam sido 10.
O preço médio da unidade também avançou 15%, para R$ 248,8 mil. E as vendas líquidas cresceram 17,2%, chegando a R$ 1,4 bilhão. Há demanda, portanto. Só não no mesmo compasso da oferta. 📈
Mais produto, menor velocidade
A velocidade de vendas trimestral, medida pelo VSO, ficou em 24,4%, recuo de 3,7 pontos percentuais em um ano. Os distratos permaneceram praticamente estáveis, em 12,9% das vendas brutas.
O dado não apaga a expansão, mas coloca uma pergunta no centro do trimestre: quanto mais o mercado popular pode absorver sem que a velocidade de venda comece a cobrar seu preço?
Alea cresce em lançamentos, mas vendas recuam
Na operação de casas industrializadas, a Alea multiplicou seus lançamentos: alta de 302,9%, para R$ 85,5 milhões em VGV. Ainda é uma fatia pequena diante dos R$ 1,68 bilhão lançados pela marca Tenda, mas sinaliza ambição.
O contraponto veio nas vendas líquidas da Alea, que caíram 41,8%, para R$ 84,2 milhões. Enquanto isso, a operação tradicional da Tenda avançou 25,4%, para R$ 1,32 bilhão, sustentando o resultado consolidado.
Industrializar a habitação popular é uma tese potente. Mas, por enquanto, a escala comercial continua sendo construída junto com as casas.
O terreno está preparado. A absorção é o teste.
A companhia encerrou junho com banco de terrenos de R$ 33,77 bilhões em VGV, crescimento de 29,3% em 12 meses, e 89 obras em andamento.
No semestre, a Tenda lançou R$ 3,23 bilhões, alta de 59,5%, e vendeu R$ 2,93 bilhões, crescimento de 28,5%. A VSO semestral, porém, recuou para 40,3%.
A Tenda amplia a aposta no Minha Casa, Minha Vida. O próximo trimestre dirá se o mercado acompanha a velocidade dessa expansão — ou se o setor terá de calibrar o volume antes de transformar crescimento em estoque.
Fonte: Valor Econômico.











