Ações da construção caem, mas mercado pode estar olhando para o problema errado
- Redação Liga News

- 1 de jul.
- 2 min de leitura
Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, afirma que o impacto das mudanças no FGTS é marginal e atribui a pressão sobre as construtoras ao risco fiscal e aos juros elevados.

Bolsa em queda ou exagero do mercado? 📉
As ações das construtoras voltaram a recuar nesta terça-feira (30), mas o motivo pode estar menos no FGTS e mais na percepção de risco sobre a economia brasileira.
Enquanto investidores reagiam ao cenário macro, analistas defenderam que as novas regras envolvendo o Fundo de Garantia têm impacto apenas marginal sobre o setor. Então, o que realmente está derrubando os papéis? 👇
O vilão não seria o FGTS?
Após o governo permitir o uso do FGTS como garantia no Crédito do Trabalhador, parte do mercado levantou dúvidas sobre possíveis efeitos para o funding do Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Mas, segundo Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, essa não é a principal explicação para o desempenho negativo das incorporadoras.
"Em relação ao FGTS, é um fator adicional, diria até que marginal. Não vejo algo particular ou decisivo para a construção, mas principalmente uma percepção de risco-Brasil." afirmou Marco Saravalle ao Money Times.
O problema continua sendo o mesmo: juros 😬
Para Saravalle, o mercado voltou a precificar um cenário mais duro para a economia brasileira.
A combinação entre incerteza fiscal, juros elevados e custo de capital mais alto reduz o apetite dos investidores por empresas ligadas ao ciclo doméstico — como construtoras, varejo e consumo.
A expectativa que antes apontava para uma Selic próxima de 12% no fim de 2026 agora mudou.
"Hoje, o cenário-base é que a gente tem espaço somente para mais uma queda. Ou seja, vai fechar o ano em 14%." disse Marco Saravalle ao Money Times.
Não é só a construção que está sofrendo
O movimento também atingiu empresas de consumo e outros setores sensíveis aos juros.
Na avaliação do estrategista, a pressão mistura fatores locais e internacionais.
Enquanto o Brasil convive com uma curva de juros resistente, os Estados Unidos ainda discutem os próximos passos da política monetária.
Ou seja: o problema vai muito além do mercado imobiliário.
As construtoras ficaram na mira
No pregão da tarde, os principais papéis do setor operavam em queda:
📉 Direcional: -1,76%
📉 Tenda: -1,68%
📉 Plano&Plano: -0,70%
📉 Cury: -0,40%
A exceção foi a MRV, que conseguiu virar para alta após abrir o dia no vermelho.
📌 O mercado está punindo fundamentos… ou apenas precificando medo?
Os resultados operacionais de muitas incorporadoras seguem sólidos, especialmente no segmento econômico. Ainda assim, a combinação entre juros altos, risco fiscal e incertezas globais continua pesando sobre as ações.
A pergunta que fica é: o mercado está antecipando um problema real ou exagerando na dose?
Fonte: Reportagem do Money Times, com declarações de Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital.





























