Prévia do 3T26: distratos pressionam incorporadoras e estoque pesa sobre Even e Melnick

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Distratos chegaram a 20% das vendas brutas da Direcional e a 25% na Plano&Plano; Melnick e Even enfrentaram baixa comercialização, segundo as prévias do terceiro trimestre

Distratos pressionam Direcional e Plano&Plano; estoque pesa sobre Melnick e Even
📉 As prévias do 3º trimestre acenderam um alerta para as incorporadoras: vender imóveis está mais difícil — e cancelar contratos está pesando nos resultados.
Direcional e Plano&Plano enfrentaram uma disparada nos distratos, enquanto Melnick e Even sentiram a dificuldade de escoar estoques no médio e alto padrão.
As ações de Direcional, Melnick e Plano&Plano chegaram a cair de 6% a 7%, enquanto a Even recuou cerca de 2% no pregão descrito pelo Metro Quadrado.
🏠 Na baixa renda, a Caixa entrou na conta
Na Direcional, os distratos subiram 50% em um ano e equivaleram a 20% das vendas brutas. As vendas ficaram em R$ 1,3 bilhão, queda anual de 20%.
O Itaú BBA atribui parte da pressão a cancelamentos em projetos afetados por restrições regionais de subsídios e ao menor volume de lançamentos.
Critérios mais rigorosos de financiamento da Caixa e a greve de funcionários em setembro também pesaram.
Na Plano&Plano, os distratos saltaram de 8% para 25% das vendas brutas. As vendas líquidas caíram 24%, para R$ 775 milhões, 31% abaixo da expectativa do BBA.
A empresa ainda registrou queima de caixa de R$ 153 milhões, contra previsão de geração positiva de R$ 50 milhões.
Os principais números do segmento econômico:
Direcional: R$ 1,3 bilhão em vendas, queda anual de 20%.
Plano&Plano: R$ 775 milhões em vendas líquidas, recuo de 24%.
Caixa: critérios mais rigorosos de financiamento e greve de funcionários são apontados entre os fatores de pressão.
O Itaú BBA vê um cenário menos favorável para o segmento econômico, embora espere estabilização da velocidade de vendas nos próximos meses e mantenha recomendação de compra para as duas empresas.
🏢 No médio e alto padrão, o estoque vira desafio
A Melnick vendeu R$ 91 milhões no trimestre, queda anual de 38%. Sua velocidade de vendas caiu de 10% para 6%, enquanto o VGV lançado recuou 81%, para R$ 23 milhões.
A Even também reduziu o ritmo: lançou R$ 231 milhões em projetos, queda de 84%. As vendas líquidas ficaram em R$ 185 milhões, recuo anual de 78%.
O retrato do médio e alto padrão:
Melnick: vendas de R$ 91 milhões e velocidade de vendas de 6%.
Even: R$ 185 milhões em vendas líquidas, 41% abaixo da previsão do BTG Pactual.
BTG Pactual: manteve recomendação neutra para as ações da Melnick e da Even, citando desafios comerciais e estoques elevados.
🔎 Zoom out: lançar não basta
Os números revelam desafios diferentes: na baixa renda, crédito mais restrito e distratos corroem as vendas; no médio e alto padrão, a demanda precisa absorver um estoque que continua elevado.
O BTG espera aceleração dos lançamentos da Melnick no próximo trimestre. Para a Even, porém, o banco vê uma dinâmica de resultados ainda fraca.
A pergunta para o setor é simples: quantos contratos assinados realmente se transformam em vendas — e quanto tempo os imóveis disponíveis levam para encontrar compradores?
Fonte: Metro Quadrado, com análises do Itaú BBA e do BTG Pactual.





























