Construção civil vive “dois mercados” no Brasil, aponta BTG Pactual
- Redação Liga News

- 28 de mai.
- 2 min de leitura
BTG Pactual aponta força de Cury e Tenda no Minha Casa Minha Vida e perda de ritmo no médio e alto padrão diante dos juros elevados.

O 1T26 deixou um recado claro para a construção civil brasileira: 🏗️
quem depende do médio e alto padrão começou a sentir o peso dos juros.
Quem está no Minha Casa, Minha Vida… ainda surfa uma onda bem diferente.
Segundo relatório do BTG Pactual divulgado pelo Money Times, o trimestre foi marcado por um setor dividido em dois Brasis imobiliários.
De um lado:
📈 baixa renda acelerando vendas, receita e lucro.
Do outro:
📉 desaceleração no médio e alto padrão — especialmente em São Paulo.
O contraste ficou evidente.
Enquanto o setor como um todo registrou crescimento de 21% na receita e avanço de 18% no lucro por ação, o grande motor veio das construtoras ligadas ao MCMV.
E não foi pouca coisa.
As vendas da baixa renda cresceram 20% no trimestre.
A receita avançou 27%.
E o lucro líquido consolidado disparou 268%.
Sim: 268%.
O BTG aponta que o programa habitacional ainda segue blindando parte do setor mesmo diante do aumento dos custos de construção.
🏘️ E o detalhe importante?
As mudanças recentes no Minha Casa, Minha Vida praticamente ainda nem apareceram nos números.
As novas faixas aprovadas pelo FGTS (com imóveis chegando a R$ 600 mil) só começaram a valer no fim de abril.
Ou seja:
o mercado pode estar olhando apenas para o “aquecimento” da nova fase do programa.
Entre os destaques positivos do trimestre, o banco citou a Cury e a Tenda.
A Tenda, inclusive, segue como principal escolha do BTG no setor.
💸 Já no médio e alto padrão, o clima mudou.
As vendas perderam força.
Os lançamentos desaceleraram.
E o custo do dinheiro começou a aparecer de forma mais pesada nas operações.
Mesmo com receita ainda crescendo 13%, o segmento começou a mostrar sinais clássicos de pressão:
• lucro mais fraco
• ROE abaixo do custo de capital
• comercialização em ritmo menor
O relatório aponta que poucas empresas conseguiram puxar o resultado positivo: entre elas, a Moura Dubeux.
No fim, o 1T26 reforçou uma percepção cada vez mais forte no mercado:
Hoje, boa parte da construção civil brasileira depende mais do FGTS do que da Faria Lima. 👀





























