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Quem disse que o alto luxo está travado? Adolpho Lindenberg vende 53% em um fim de semana

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    Redação Liga News
  • há 12 minutos
  • 3 min de leitura

Adolpho Lindenberg vendeu 39 apartamentos de até R$ 14 milhões na abertura de seu novo empreendimento em Moema, resultado muito acima da média do mercado de alto padrão


Quem disse que o alto luxo está travado? Adolpho Lindenberg vende 53% em um fim de semana

Adolpho Lindenberg: o luxo que vende 53% de um R$ 1,2 bilhão em um fim de semana


O mercado imobiliário de alto luxo está mais seletivo. Mas isso não significa que o comprador desapareceu.


A prova veio de Moema, em São Paulo. A Construtora Adolpho Lindenberg (CAL) vendeu 39 dos 75 apartamentos de seu novo empreendimento já no fim de semana de abertura do estande. O resultado representa 53% do projeto comercializado de uma só vez, equivalente a cerca de R$ 630 milhões em VGV.


O empreendimento tem VGV estimado em R$ 1,2 bilhão.


E há um detalhe importante: estamos falando de apartamentos de 330 a 470 m², com preços a partir de R$ 14 milhões.


Ou seja: não foi exatamente uma promoção de shopping.


💰 Quando R$ 630 milhões encontram comprador antes mesmo da obra avançar


O desempenho chama atenção porque o alto padrão enfrenta uma combinação pouco amigável: juros elevados, menor liquidez e um comprador que, diferentemente de quem busca o primeiro imóvel, não tem necessariamente urgência para fechar negócio.


No luxo, esperar alguns meses pode ser perfeitamente aceitável.


Por isso, vender mais da metade de um empreendimento em um único fim de semana está muito acima do comportamento habitual do segmento.


O próprio Adolpho Lindenberg Filho, presidente da Construtora Adolpho Lindenberg, reconheceu que o resultado superou as expectativas.


“Apostávamos em um sucesso comercial, mas, na verdade, está acima do esperado”, afirmou.

A declaração foi dada ao Estadão Broadcast.


📍 O terreno ajuda (e muito)


O empreendimento leva o nome do fundador da companhia e segue uma arquitetura neoclássica, distribuída em duas torres.


São apenas 75 unidades em um terreno de 5 mil m², a duas quadras do Parque Ibirapuera.

Aqui aparece uma das explicações para a velocidade de vendas: não se trata apenas de vender apartamentos grandes. Trata-se de vender escassez.


Em uma região consolidada de São Paulo, terrenos desse tamanho e nessa localização são cada vez mais difíceis de encontrar.


O preço parte de R$ 14 milhões, ou aproximadamente R$ 43 mil por m².


📈 A velocidade de venda colocou o projeto em outra liga


Para entender o tamanho do resultado, vale comparar.


A velocidade de vendas da Eztec, que é investidora da Adolpho Lindenberg, ficou em 42,6% no acumulado de 12 meses, considerando seu estoque total.


O novo empreendimento da CAL alcançou 53% em um único fim de semana.


Na cidade de São Paulo, a referência também é distante. Segundo dados do Secovi-SP, imóveis novos com mais de 180 m² apresentavam velocidade de vendas próxima de 6% ao mês.


O projeto da CAL vendeu mais de metade do estoque inicial praticamente de uma vez.


🏢 Eztec entra na história


A operação também merece atenção pelo lado societário.


Desde 2025, a Eztec detém 47% da Construtora Adolpho Lindenberg. Outros 47% pertencem a Adolpho Lindenberg Filho e à diretoria, enquanto os 6% restantes estão pulverizados no mercado.


A sociedade responsável especificamente pela produção do empreendimento tem como sócio majoritário um fundo imobiliário administrado pela Kinea.


Ou seja, o lançamento não é apenas uma aposta em um endereço premium.


É também um movimento que conecta uma marca tradicional do alto luxo, uma incorporadora de capital aberto e um grande gestor de recursos.


🧐 O que esse lançamento realmente mostra?


Talvez a principal leitura não seja que “o mercado de luxo está aquecido”.


É mais interessante do que isso.


O resultado sugere que, em um mercado mais seletivo, o comprador de alta renda continua disposto a pagar quando percebe uma combinação difícil de replicar: localização, metragem, marca e escassez.


E isso muda a pergunta para quem incorpora.


Não é apenas: “quanto custa o apartamento?”


É: “o que existe neste produto que o dinheiro não consegue encontrar em outro lugar?”


No caso do Adolpho Lindenberg, 39 compradores responderam essa pergunta antes mesmo de o mercado ter tempo de fazê-la.



Fonte: Estadão Broadcast. Citações e informações atribuídas à reportagem publicada pelo veículo.

 
 
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