Ricos mais ricos: concentração de renda impulsiona boom do luxo no Brasil
- Redação Liga News

- 19 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
No pós-pandemia, a renda se concentrou ainda mais no topo — e o reflexo disso está estampado em prédios de luxo, leilões milionários e um mercado imobiliário que não conhece crise.

De 2017 a 2023, o 1% mais rico aumentou sua fatia de 20,4% para 24,3% da renda nacional. Bonito, né? Mas calma: 85% desse crescimento foi parar nas mãos do 0,1% mais rico. Esse grupo já concentra 12,5% de toda a renda do Brasil — e metade desse ganho foi sugada por uma fatia ainda menor, o 0,01%, que sozinho abocanha 6,2% da renda nacional.
E o que se faz com tanto dinheiro? Simples: troca-se de imóvel, ajuda-se um filho a comprar o primeiro apê ou investe-se em propriedades. Resultado: o metro quadrado em áreas nobres dispara e projetos exclusivos passam a ser alvo de empresários de tech, finanças, saúde, além de famílias tradicionais, celebridades e estrangeiros com negócios no Brasil.
🏗️ O luxo não conhece crise
E quem comemora é o setor de altíssimo padrão. Em 2024, os lançamentos cresceram 18,3%, e o valor geral de vendas atingiu R$ 38 bilhões — 46% acima do ano anterior.
Sim, estamos falando de apartamentos de dezenas de milhões. É como se a concentração de renda tivesse virado combustível premium para o mercado de luxo.
🌎 SP e RJ viram ‘Dubai à brasileira’
São Paulo responde por 42,2% do 0,1% mais rico — quase o dobro da sua participação populacional. O Rio de Janeiro vem na sequência. Não à toa, é justamente nessas duas cidades que grifes internacionais como Ferrari e Armani assinam empreendimentos que parecem mais showrooms do que prédios.
Na Barra da Tijuca, há mansões de R$ 80 milhões. Nos Jardins, em SP, torres-esculturas prometem exclusividade e tecnologia de ponta. Londres, Miami e Dubai já fizeram escola. Agora é a vez do Brasil.











