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Luxo perde espaço e incorporadoras ampliam presença no MCMV

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    Redação Liga News
  • 26 de mar.
  • 2 min de leitura

Com crédito caro fora do programa, construtoras reposicionam estratégia e encontram no MCMV seu principal motor de crescimento.


Luxo perde espaço e incorporadoras ampliam presença no MCMV

O Minha Casa Minha Vida virou o centro da estratégia de boa parte do setor imobiliário.

Com recordes de contratações e novos incentivos no radar, incorporadoras tradicionais do médio e alto padrão estão migrando para o segmento popular, não por moda, mas por necessidade.


🎯 Quem saiu… está voltando

A Eztec é um exemplo claro. Depois de deixar o segmento por margens apertadas, a empresa retomou os lançamentos no programa, agora com uma abordagem mais cautelosa, via parcerias.


“O Minha Casa, Minha Vida é um mercado pujante, e uma companhia do nosso tamanho não pode ficar de fora”, disse Silvio Zarzur, presidente executivo da Eztec, durante teleconferência com investidores e analistas.


📈 Cyrela acelerou antes e segue ampliando

A Cyrela Brazil Realty já vinha aumentando sua exposição ao segmento com a marca Vivaz.


A participação saltou de 10% dos lançamentos em 2023 para 29% em 2025 — e deve crescer mais.


“Os ajustes vão aumentar o poder de compra e o tamanho do mercado”, afirmou Miguel Mickelberg, diretor financeiro, ao Estado de S.Paulo.


🏢 O movimento se espalhou pelo país

A migração não é pontual, é estrutural.


Empresas como Melnick, Moura Dubeux (em parceria com a Direcional), além de Trisul, Lavvi e Tecnisa, já criaram ou ampliaram suas operações no segmento.


Até a Even, mais associada ao alto padrão, avalia movimentos nessa direção.


💸 O problema está na classe média

Mais do que a força do MCMV, o que explica o movimento é a fraqueza fora dele.


Segundo Elvis Credendio, analista de construção civil do Itaú BBA, os juros altos travaram o crédito para imóveis de médio padrão, reduzindo a demanda.


Já no MCMV, o cenário é outro:

👉 financiamento subsidiado

👉 maior previsibilidade de vendas


⚖️ Incentivo fiscal entra na conta

A reforma tributária deve reforçar esse movimento, com redução de impostos para habitação popular.


“No fim, a taxação será menor para as empresas”, disse Fanny Oreng, analista de construção do Santander, ao Estado de S.Paulo.


Na prática, isso melhora margens em um momento de pressão de custos.


🧠 No fim, virou estratégia: não exceção

O MCMV já representa:

👉 61% dos lançamentos em São Paulo

👉 mais de 50% no Brasil


(Dados do Secovi-SP e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção)


Ou seja: o setor continua ativo, mas mudou de eixo.

 
 
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