JHSF quer replicar Cidade Jardim em novos complexos fora do Brasil

9 de jun.
2 min de leitura
Augusto Martins, presidente da JHSF, aposta na internacionalização do ecossistema criado em São Paulo, com projetos em Punta del Este, Sardenha e outros destinos voltados ao público de alta renda.

A JHSF não quer mais exportar hotéis. Quer exportar um ecossistema inteiro de luxo.
Durante anos, a JHSF levou a marca Fasano para destinos como Nova York e Punta del Este.
Agora, a ambição ficou maior. Muito maior.
A companhia decidiu que não basta mais abrir hotéis e restaurantes fora do Brasil. O plano é replicar no exterior o modelo que transformou o Complexo Cidade Jardim em um dos principais símbolos do mercado de luxo brasileiro. ✈️
🏙️ De São Paulo para o mundo
O primeiro grande laboratório dessa estratégia está no Uruguai.
Após adquirir o Enjoy Punta del Este, um resort cinco estrelas com cassino de frente para a Praia Mansa, a JHSF pretende transformar o local em um megacomplexo multiuso voltado ao público de alta renda.
O projeto prevê hotéis, restaurantes, cerca de 50 lojas de grifes internacionais, residenciais e experiências premium.
Entre as marcas já confirmadas estão Gucci e Chloé.
"Essa é a primeira vez que estamos exportando o modelo do Cidade Jardim", afirmou Augusto Martins, presidente da JHSF, em entrevista ao Estado de S. Paulo.
👀 Não é um hotel. É um ecossistema
A lógica por trás do movimento é simples: fazer com que o cliente da JHSF encontre a mesma experiência em diferentes partes do mundo.
Segundo Augusto Martins, o objetivo é conectar diferentes momentos da vida do consumidor dentro de uma única rede de negócios.
Na prática, isso significa integrar hotelaria, gastronomia, varejo, residenciais, lazer e serviços premium sob a mesma bandeira.
Uma espécie de "Cidade Jardim internacional".
🏌️ A Fazenda Boa Vista também ganhou passaporte
A estratégia já começou a sair do papel em outro empreendimento uruguaio.
O projeto Las Piedras replica conceitos da Fazenda Boa Vista, reunindo lotes residenciais, hotel Fasano, spa, campo de golfe e polo.
E a próxima parada já está definida.
📍Sardenha, Itália.
Por lá, a JHSF pretende desenvolver um novo complexo com vilas, beach club, centro comercial, restaurantes e campo de golfe.
"O desenvolvimento completo acontecerá nos próximos três ou quatro anos", afirmou Augusto Martins ao Estadão.
💰 Crescer sem carregar o peso da conta
Existe outro detalhe importante nessa expansão.
A JHSF não pretende ser a principal financiadora desses empreendimentos.
O modelo adotado é o chamado asset light.
Ou seja: a companhia administra, opera e desenvolve a experiência.
O capital para construção e expansão vem de investidores parceiros.
Segundo Augusto Martins, essa estrutura permite mais agilidade para adquirir terrenos, desenvolver projetos e atrair novos investidores ao longo do caminho.
🚤 E agora a empresa quer navegar também
A expansão do ecossistema de luxo não termina em hotéis, residenciais ou shoppings.
No fim de 2025, a JHSF adquiriu participação majoritária na BYS International, especializada em gestão, compra, venda e fretamento de embarcações de alto padrão.
A ideia é atender um cliente que não busca apenas uma segunda residência.
Busca experiências.
Se depender da estratégia da JHSF, o próximo passo do luxo brasileiro não será exportar empreendimentos.
Será exportar um estilo de vida inteiro.
Fonte: Estado de S. Paulo. Entrevista com Augusto Martins, presidente da JHSF.





























