JHSF vende R$ 5,2 bi em imóveis de uma só vez
- Redação Liga News

- 11 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Operação bilionária cria o maior FII já estruturado no País e reposiciona a JHSF para expansão global.

A JHSF (dona de ícones do luxo como Fasano, Cidade Jardim e Fazenda Boa Vista) acaba de fechar uma das maiores vendas de imóveis residenciais de uma só vez já registradas no mercado brasileiro: 496 unidades, entre lotes, casas e apartamentos.
Preço da brincadeira? R$ 5,2 bilhões. Sim, acima dos R$ 4,7 bi estimados no início. Nada mal para um “dia comum” na incorporação de alto padrão.
Mas o mais interessante não é só o tamanho da operação. É o que ela destrava.
Caixa mais gordo que a dívida. E agora? 🧮
A JHSF fez a lição de casa: separou negócios, organizou ativos e articulou uma operação que vira o jogo financeiro da holding.
Com a venda, a companhia sai de uma dívida líquida de R$ 1,8 bi para algo raro no setor: ➡ Caixa líquido — mais dinheiro em caixa do que obrigações a pagar.
Isso dá o quê? Tranquilidade estratégica. Aquela paz que permite pensar 5, 10, 15 anos à frente (exatamente como gosta de operar o mercado de luxo).
Quem comprou? Um FII bilionário “feito sob medida” 🏦
O pacote foi adquirido por um novo FII, o JHSF Capital Desenvolvimento Imobiliário. E quem garantiu o aporte? Nada menos que Bradesco, Itaú e XP.
A divisão das cotas ficou assim:
75,1% nas mãos dos bancos (direta ou indiretamente);
24,9% com a própria JHSF — sinal claro de que a empresa continua apostando na valorização futura do portfólio.
Aliás, a operação já nasce com um recorde:
📈 Maior oferta inicial de cotas de um FII na história do País, superando inclusive o valor de mercado da própria JHSF (R$ 5,1 bi no pregão anterior).
O que está dentro desse “pacotão de luxo”? 🏘️✨
Tudo do braço de incorporação: e apenas dele. O fundo leva:
apartamentos do Reserva Cidade Jardim (Marginal Pinheiros, SP);
unidades do São Paulo Surf Club (mesma região);
lotes do Complexo Boa Vista (Porto Feliz);
lotes da Fazenda Santa Helena (Bragança Paulista).
Tem imóvel pronto, em obra e na planta.
E a conta da construção?
🎯 Ainda com a JHSF: R$ 1,9 bilhão ao longo dos próximos anos.
Ou seja, além de vender, a empresa segue executando.
E o que fica com a JHSF?
Na holding permanecem:
Shoppings Cidade Jardim e Catarina Fashion Outlet
Hotéis e restaurantes Fasano
Clubes
Escritórios
O aeroporto executivo Catarina (SP)
A parte renda recorrente continua intacta.E somando isso tudo? Um landbank estimado em R$ 30 bilhões em lançamentos futuros.
A mensagem da companhia é clara:“Destravamos caixa, limpamos estrutura e agora escolhemos onde queremos crescer.”
O plano agora? Crescer com calma (e distribuir dividendos?)
Com caixa líquido pela primeira vez em anos, a JHSF abre espaço para:
acelerar projetos estratégicos;
destravar novos lançamentos;
reforçar expansão global do Fasano;
avaliar (com mais serenidade) possíveis dividendos mais gordos no futuro.
Sem pressa. Sem ruído. Com margem.
Um recado ao mercado
Se o alto padrão vem sendo o motor mais resiliente do setor imobiliário, a JHSF acaba de entregar um case que vira referência.
Uma operação assim não é apenas sobre vender imóveis.É sobre reposicionamento, governança e visão de longo prazo.










