A tarifa é contra o Brasil? A construção civil pode pagar parte da conta
- Redação Liga News

- 5 de jun.
- 2 min de leitura
Lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos protege parte das exportações brasileiras, mas setores ligados à siderurgia, infraestrutura e construção civil seguem expostos à tarifa de 25%.

Quando os Estados Unidos divulgaram a lista de produtos brasileiros que escapariam da nova tarifa de 25%, muita gente respirou aliviada.
Café? Fora da cobrança.
Petróleo? Também.
Aeronaves e celulose? Preservados.
Mas nem todo mundo saiu ileso. 👀
Segundo informações divulgadas pelo governo americano e repercutidas pelo g1, parte importante da indústria brasileira continua exposta a uma nova rodada de tarifas, que poderá entrar em vigor após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
🏗️ O aço continua na linha de tiro
Se existe um setor que acompanha essa discussão com atenção, é o siderúrgico.
Os produtos semiacabados de ferro e aço foram o segundo item mais exportado pelo Brasil para os Estados Unidos em 2025, movimentando US$ 3,36 bilhões.
O problema?
Eles não aparecem entre as principais exceções anunciadas pelos americanos.
Embora algumas categorias específicas tenham sido preservadas, lingotes, formas primárias e produtos semiacabados de aço seguem vulneráveis às tarifas.
E isso acontece justamente em um momento em que a indústria busca recuperar competitividade global.
🚧 Construção e infraestrutura também podem sentir os efeitos
A lista de preocupação não para no aço.
Equipamentos utilizados em obras e projetos de engenharia civil também ficaram, em grande parte, fora das isenções.
O segmento exportou US$ 1,38 bilhão para os EUA no ano passado.
Algumas máquinas industriais foram poupadas, mas principalmente aquelas ligadas ao setor aeronáutico.
Ou seja: boa parte dos equipamentos voltados para construção civil e infraestrutura continua sem proteção.
🧱 Cimento, cal e materiais de construção ficaram de fora
Outro alerta vem dos materiais básicos.
O grupo formado por cal, cimento e materiais de construção movimentou cerca de US$ 794 milhões em exportações para os Estados Unidos em 2025.
Nenhum deles aparece entre as exceções anunciadas.
Não é um valor comparável ao do petróleo ou do aço.
Mas é suficiente para preocupar empresas que atuam em nichos específicos do mercado internacional.
🤔 O impacto real ainda está sendo calculado
Por enquanto, a tarifa anunciada pelos Estados Unidos funciona mais como um sinal de alerta do que como uma sentença definitiva.
Mas a mensagem é clara: enquanto alguns dos campeões das exportações brasileiras escaparam da sobretaxa, setores estratégicos para a indústria, infraestrutura e construção civil continuam no radar de Washington.
E para quem produz aço, cimento, máquinas ou equipamentos industriais, a conta dessa disputa comercial pode chegar antes do esperado.
Fonte: g1, com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).





























