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Inadimplência bate recorde e vira bomba-relógio para o setor imobiliário e da construção

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 14 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura
Alta histórica no calote, despejo extrajudicial e leilões recordes redesenham o cenário da construção e das locações no Brasil.

Com juros altos e crédito caro, a inadimplência bate recorde no Brasil, afetando de inquilinos a construtoras. Leilões disparam, obras atrasam e o mercado busca saídas urgentes.
Com juros altos e crédito caro, a inadimplência bate recorde no Brasil, afetando de inquilinos a construtoras. Imagem: Freepik.
Juros altos por mais tempo, crédito caro e orçamento apertado: a matemática não fecha. Em junho, 77,9 milhões de brasileiros estavam inadimplentes, segundo a Serasa, o maior número da história.

E não para por aí: 7,7 milhões de empresas também tinham contas em atraso, sendo 7,3 milhões micro e pequenas.

A conta está batendo não só na casa das famílias, mas também no caixa das empresas. E quem está sentindo o peso? O setor imobiliário, especialmente no mercado de locações.

  • Em 2024, o setor imobiliário liderou os pedidos de recuperação judicial, com 314 solicitações, representando um aumento de 17% em relação ao ano anterior.

  • O maior impacto está nas empresas de capital fechado, que concentram R$ 42 bilhões das dívidas em reestruturação.

🔨 Mais martelo nos leilões

A inadimplência dos consumidores também tem gerado um reflexo direto no crescimento dos leilões de imóveis. Em 2024, a Caixa Econômica Federal leiloou 47 mil imóveis, um aumento de cinco vezes em apenas dois anos. Na SuperBid, o salto foi de 86% no número de imóveis arrematados — de 10 mil em 2023 para 16 mil em 2024.

Motivos? Inflação, desemprego, renda menor e parcelas que não cabem mais no bolso.

🏠 O calote virou caso de cartório?

A alta na inadimplência dos inquilinos não passou despercebida em Brasília. Em junho, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou o PL nº 3.999/2020, que cria o despejo extrajudicial por falta de pagamento.

Na prática: o proprietário poderia retomar o imóvel via cartório, sem precisar entrar na fila do Judiciário, algo que hoje a Lei do Inquilinato ainda exige.

🏗️ Construção civil no top 3 da cobrança

No setor de Construção, o cenário não é muito diferente. O Índice Global de Recuperação de Crédito B2B mostra que a construção e projetos responderam por 12% de 1,5 milhão de cobranças registradas, perdendo apenas para bens de consumo não duráveis (30%) e alimentos e bebidas (27%).

Não é só número no papel: isso significa canteiros parados, fornecedores esperando pagamento e cronogramas virando ficção.

💸 O custo invisível dos atrasos

Segundo levantamento da Deloitte para a Fiesp, atrasos em projetos de construção — somando inadimplência, burocracia e outros gargalos — podem custar R$ 59 bilhões entre 2023 e o fim deste ano. Isso representa 8% do total de investimentos previstos.

Cada boleto não pago é como um dominó caindo: uma empresa segura entrega, a obra para, o orçamento estoura e o cliente final paga a conta.

🎯 Resumo da ópera: a inadimplência não é mais apenas um número feio nas estatísticas, ela está redesenhando a dinâmica econômica no mercado imobiliário e na construção civil.

E, se nada mudar, o martelo do leiloeiro e o carimbo do cartório podem se tornar protagonistas do setor.



 
 
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