Riscos globais para 2026 exigem mais estratégia da construção e aceleram transformações no setor
- Redação Liga News
- há 3 minutos
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Relatório da Eurasia Group aponta cenário internacional mais instável, enquanto custos, mão de obra e política habitacional redesenham decisões no setor brasileiro.

O mundo entra em 2026 com mais risco, menos previsibilidade e zero espaço para improviso. É o alerta do relatório “Top Risks 2026”, da Eurasia Group, referência global em risco político. Para a construção civil brasileira, o recado chega com eco forte: o cenário externo piora justamente quando os desafios internos seguem pressionando margens e decisões.
👉 Tradução prática: errar vai custar mais caro.
🔎 O pano de fundo global ficou mais áspero
Tensões geopolíticas, incertezas fiscais e ciclos econômicos cada vez menos lineares criam um ambiente onde o capital fica seletivo e o planejamento precisa ser cirúrgico.
Não é crise generalizada. Mas também não é terreno fértil para apostas mal calibradas.
💸 Juros caem… mas não salvam sozinhos
O relatório da Eurasia é direto: não haverá quedas rápidas ou generosas de juros no mundo. No Brasil, mesmo com expectativa de alívio gradual da Selic, o crédito segue mais criterioso, mais caro e mais exigente.
E o mercado imobiliário já sente isso na prática:
juros descem devagar
preços dos imóveis seguem subindo
custos continuam pressionados
oferta bem localizada segue escassa
📈 Resultado? Margens apertadas e lançamentos que exigem precisão quase cirúrgica.
Juros ajudam. Mas não fazem milagre.
🧱 Custos altos: o novo normal
O INCC-M fechou 2025 com alta acumulada de 6,10%, puxada principalmente por mão de obra. O índice até desacelerou no segundo semestre, mas em um patamar mais alto do que o setor estava acostumado.
O problema já não é só absorver aumentos. É operar com menos gordura, menos erro e mais produtividade. Em 2026, orçamento frouxo vira risco sistêmico.
👷 Falta de gente acelera a virada industrial
A escassez de mão de obra deixou de ser um “problema conjuntural”. Virou motor de transformação estrutural. Industrialização, off-site, pré-fabricação e padronização avançam não por moda, mas por necessidade:
reduzir prazos
aumentar previsibilidade
cortar retrabalho
controlar risco em ambiente instável
A obra tradicional perde espaço. A construção industrializada vira estratégia defensiva e competitiva.
🏠 MCMV entra como âncora do setor
Enquanto o mundo adiciona ruído, o mercado interno encontra sustentação no Minha Casa, Minha Vida. O reajuste dos tetos das faixas 1 e 2 destravou projetos represados e recolocou o segmento popular no centro da estratégia para 2026.
Por quê?
demanda reprimida real
previsibilidade de vendas
menor risco de renda
maior aderência ao crédito disponível
📊 Em um cenário seletivo, quem tem lastro vende.
🚧 Infraestrutura sob lupa
Projetos longos sentem primeiro os efeitos do risco global. O alerta da Eurasia é claro: mais rigor regulatório, mais cautela dos financiadores e menos tolerância a contratos frágeis.
Em concessões e grandes obras, vencem:
quem controla custo
quem domina risco
quem planeja com dados — não com torcida
⚙️ 2026 não será o ano do improviso
A soma de tudo aponta para um mesmo caminho: 2026 será o ano da construção mais eficiente (ou não será).
Industrialização, disciplina financeira, foco em segmentos resilientes e decisões baseadas em dados deixam de ser “boas práticas”.Passam a ser condição de sobrevivência.
Quem lê os sinais agora, erra menos depois.










