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Rodovias brasileiras melhoram em 2025, mas 6 em cada 10 seguem no limite

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura
Pesquisa CNT 2025 mostra avanço na qualidade das rodovias brasileiras, mas revela gargalos estruturais em pavimento, sinalização e geometria.

Construção civil celebra reajuste do Minha Casa, Minha Vida e prevê recorde

A Pesquisa CNT de Rodovias 2025, divulgada em dezembro, traz uma fotografia clara da infraestrutura viária do país: há avanço, sim, mas o desafio continua estrutural.

Foram avaliados 114,2 mil quilômetros de rodovias pavimentadas, considerando pavimento, sinalização e geometria, critérios que formam o indicador de estado geral das vias. O resultado mostra um país que começa a reagir, mas ainda roda no limite.


📊 Os números melhoraram. A pergunta é: o ritmo é suficiente?

Em 2025, 37,9% da malha avaliada foi classificada como Ótima ou Boa, contra 33,0% em 2024. Um avanço de quase 5 pontos percentuais. Ao mesmo tempo, os trechos em condição Ruim ou Péssima caíram de 26,6% para 19,1%, uma redução relevante de 7,5 pontos percentuais.


O dado que acende o alerta está no meio do caminho: 43,0% das rodovias seguem em condição Regular. Segundo a própria CNT, esse estágio representa o início da deterioração — e, sem intervenção, o destino é conhecido: piora acelerada.


👉 Melhoramos. Mas ainda estamos administrando risco.


Concessões ajudaram. Coincidência?

Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, o avanço tem endereço certo: as concessões realizadas em 2025. “Elas trouxeram investimentos em manutenção e modernização, aumentando a segurança e o conforto dos usuários.”


Não é novidade. Onde há contrato, metas e fiscalização, a estrada responde. Onde não há, o asfalto cobra a conta.


Pavimento e o custo logístico

O pavimento segue como o principal fator de impacto operacional. Mais da metade da malha avaliada apresenta condições entre Regular e Péssima, com defeitos como trincamentos, afundamentos e perda de aderência.


O efeito prático disso?

  • Aumento médio de 31,2% no custo operacional do transporte

  • Desperdício anual superior a 1,2 bilhão de litros de diesel

  • Mais emissões, mais desgaste de veículos e menos eficiência logística


No fim, não é só o caminhoneiro que paga. A conta chega para toda a economia.


Concreto: solução centenária, adoção tardia

Apesar do cenário, o Brasil ainda aposta pouco em alternativas mais duráveis.Segundo a ABCP, apenas 2% a 3% das rodovias pavimentadas no país utilizam concreto.


E os benefícios são conhecidos:


  • Vida útil muito superior ao pavimento flexível

  • Menos manutenção e menos interdições

  • Redução de congestionamentos e consumo de combustível

  • Distância de frenagem até 40% menor

  • Material reciclável e alinhado à agenda ambiental


Se dura mais, custa menos no ciclo de vida e aumenta a segurança… por que ainda é exceção?


⚠️ Sinalização e geometria: o risco que não aparece no radar

A pesquisa também aponta falhas graves fora do pavimento.Em rodovias sob gestão pública direta, a sinalização segue precária: faixas inexistentes, placas desgastadas e posicionamento inadequado — um problema crítico em pistas simples.


Já a geometria viária continua sendo um gargalo histórico.Curvas mal projetadas, ausência de acostamento e falta de dispositivos de segurança ajudam a explicar os 2.146 pontos críticos identificados em 2025.


Segurança viária não é detalhe técnico. É projeto.


🏁 Gestão privada segue entregando mais resultado

Assim como em edições anteriores, a CNT confirma: rodovias concedidas apresentam desempenho técnico superior. Dos 114,2 mil km avaliados, 30,1 mil km estão sob concessão (cerca de 26,4% da malha). E concentram os melhores indicadores.

Enquanto isso, os piores resultados seguem majoritariamente sob gestão pública direta.


A conclusão da CNT é clara: investimento público e privado não competem, se complementam. Previsibilidade, manutenção contínua e modernização não são luxo. São condição mínima para um país que quer crescer sem travar no acostamento.


 
 
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