“Filho do pedreiro não quer mais ser pedreiro”, diz CEO da Benx sobre falta de mão de obra
- Redação Liga News

- há 2 dias
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Escassez de trabalhadores já impacta prazos e leva incorporadoras a buscar eficiência e reposicionamento no mercado imobiliário.

Enquanto o mercado imobiliário vive um novo ciclo de crescimento, um problema antigo voltou com força: não tem gente suficiente para construir.
O alerta vem de Luciano Amaral, CEO da Benx, em entrevista à Folha de S.Paulo. E o impacto já aparece:
👉 Lançamentos pressionados
👉 Obras com risco de atraso
Mas o mais interessante não é o problema em si. É como as empresas estão reagindo a ele.
👷♂️ “O filho do pedreiro não quer mais ser pedreiro”
A frase resume uma mudança estrutural. Segundo Amaral, a construção civil enfrenta uma escassez que vai além do ciclo econômico:
“É bem claro que as pessoas não querem mais.” O motivo?
📉 Trabalho pesado
📱Novas alternativas de renda (Uber, cursos técnicos, serviços)
📈 Boom imobiliário sem formação proporcional de profissionais
Resultado: a conta não fecha. E ainda tem um agravante: o setor ainda não conseguiu escalar tecnologia para substituir essa mão de obra.
Ou seja: nem gente, nem automação suficiente.
🌏 Solução? Olhar para fora (literalmente)
Diante do problema, a Benx foi buscar resposta onde o canteiro já é mais industrializado.
Executivos da empresa fizeram uma imersão na China, visitando obras e fornecedores.
Objetivo:
👉 Importar tecnologia
👉 Reduzir dependência de mão de obra
Mas a pergunta fica: O Brasil está pronto para industrializar de verdade?
💰 Do médio para o altíssimo luxo: estratégia ou necessidade?
Com o mercado popular aquecido pelo Minha Casa Minha Vida e a classe média pressionada pelos juros…
A Benx fez um movimento claro: Migrou para o altíssimo padrão.
Não só por oportunidade, mas também para fugir de um ambiente mais competitivo e sensível a custo.
E os números impressionam: Unidades que podem chegar a R$ 180 milhões (como no projeto 280 Art, no Itaim) Bolha? Amaral discorda.
🏙️ Luxo não é bolha, é nicho
A tese é direta: poucas unidades; alta concentração de renda; demanda específica.
Segundo o executivo, a riqueza existe, mas é concentrada.
E isso sustenta o segmento:
Executivos do mercado financeiro
Lideranças do agro
Alta renda urbana
Poucos compradores. Poucas unidades. Conta equilibrada.
⚠️ O risco invisível: produtividade
Se falta mão de obra… e não há tecnologia suficiente… o que acontece com a produtividade?
Amaral levanta um ponto sensível ao comentar possíveis mudanças como o fim da escala 6x1:
📉 Produtividade já em queda
⏱️ Redução de jornada pode pressionar custos
Tradução: risco de impacto em preços, inflação e prazos.
🧩 No fim, o problema é maior que o ciclo
O mercado imobiliário é cíclico. A falta de mão de obra, não. Enquanto isso:
✔ Demanda segue forte
✔ Produção cresce
Mas a formação de profissionais não acompanha. E a equação fica cada vez mais apertada.










