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“Filho do pedreiro não quer mais ser pedreiro”, diz CEO da Benx sobre falta de mão de obra

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Escassez de trabalhadores já impacta prazos e leva incorporadoras a buscar eficiência e reposicionamento no mercado imobiliário.


“Filho do pedreiro não quer mais ser pedreiro”, diz CEO da Benx sobre falta de mão de obra

Enquanto o mercado imobiliário vive um novo ciclo de crescimento, um problema antigo voltou com força: não tem gente suficiente para construir.

O alerta vem de Luciano Amaral, CEO da Benx, em entrevista à Folha de S.Paulo. E o impacto já aparece:


👉 Lançamentos pressionados

👉 Obras com risco de atraso


Mas o mais interessante não é o problema em si. É como as empresas estão reagindo a ele.


👷‍♂️ “O filho do pedreiro não quer mais ser pedreiro”

A frase resume uma mudança estrutural. Segundo Amaral, a construção civil enfrenta uma escassez que vai além do ciclo econômico:


“É bem claro que as pessoas não querem mais.” O motivo?


📉 Trabalho pesado

📱Novas alternativas de renda (Uber, cursos técnicos, serviços)

📈 Boom imobiliário sem formação proporcional de profissionais


Resultado: a conta não fecha. E ainda tem um agravante: o setor ainda não conseguiu escalar tecnologia para substituir essa mão de obra.


Ou seja: nem gente, nem automação suficiente.


🌏 Solução? Olhar para fora (literalmente)

Diante do problema, a Benx foi buscar resposta onde o canteiro já é mais industrializado.


Executivos da empresa fizeram uma imersão na China, visitando obras e fornecedores.


Objetivo:

👉 Importar tecnologia

👉 Reduzir dependência de mão de obra


Mas a pergunta fica: O Brasil está pronto para industrializar de verdade?


💰 Do médio para o altíssimo luxo: estratégia ou necessidade?

Com o mercado popular aquecido pelo Minha Casa Minha Vida e a classe média pressionada pelos juros…


A Benx fez um movimento claro: Migrou para o altíssimo padrão.


Não só por oportunidade, mas também para fugir de um ambiente mais competitivo e sensível a custo.


E os números impressionam: Unidades que podem chegar a R$ 180 milhões (como no projeto 280 Art, no Itaim) Bolha? Amaral discorda.


🏙️ Luxo não é bolha, é nicho

A tese é direta: poucas unidades; alta concentração de renda; demanda específica.


Segundo o executivo, a riqueza existe, mas é concentrada.


E isso sustenta o segmento:

  • Executivos do mercado financeiro

  • Lideranças do agro

  • Alta renda urbana


Poucos compradores. Poucas unidades. Conta equilibrada.


⚠️ O risco invisível: produtividade

Se falta mão de obra… e não há tecnologia suficiente… o que acontece com a produtividade?


Amaral levanta um ponto sensível ao comentar possíveis mudanças como o fim da escala 6x1:


📉 Produtividade já em queda

⏱️ Redução de jornada pode pressionar custos


Tradução: risco de impacto em preços, inflação e prazos.


🧩 No fim, o problema é maior que o ciclo

O mercado imobiliário é cíclico. A falta de mão de obra, não. Enquanto isso:


✔ Demanda segue forte

✔ Produção cresce


Mas a formação de profissionais não acompanha. E a equação fica cada vez mais apertada.

 
 
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