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Governo quer R$ 160 bi para turbinar habitação e obras em 2026

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 21 de out. de 2025
  • 3 min de leitura
Pedido bilionário do Ministério das Cidades amplia recursos do FGTS para 2026, reforçando programas habitacionais e impulsionando o crédito imobiliário.

Governo quer R$ 160 bi para turbinar habitação e obras em 2026

O Ministério das Cidades pediu ao Conselho Curador do FGTS uma bolada de R$ 160,5 bilhões para o orçamento de 2026 — um aumento de cerca de 5% em relação aos R$ 152 bilhões liberados para 2025. Segundo o ministro Jader Filho, não é só sobre o Minha Casa, Minha Vida: parte do dinheiro vai também para saneamento, mobilidade e obras urbanas.

Não é só o Minha Casa, Minha Vida. Parte disso é para saneamento, mobilidade e obras de infraestrutura nas cidades”, disse Jader ao O Globo.

Vale lembrar: em 2023, o orçamento total era de R$ 66 bilhões. Em dois anos, o salto foi de 143%. Sim, o caixa público anda em ritmo de obra acelerada. 🚧

🏠 Habitação continua no topo da lista.

Nada de surpresa: R$ 144,5 bilhões do total vão direto para o setor habitacional — basicamente o combustível do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O valor representa um crescimento de 1,8% sobre 2025 e confirma o programa como a vitrine social e econômica do governo Lula.

A demanda é tanta que, em 2024, o governo precisou fazer um “aditivo de emergência” de R$ 10 bilhões para não travar novas contratações. A estratégia é clara: usar a política habitacional como motor da economia e ponte direta com as classes média e popular.

🔨 Reforma Casa Brasil: o complemento que faltava

Enquanto o MCMV mira novas unidades, o Reforma Casa Brasil chegou para atacar outro gargalo: as moradias já existentes. O programa oferece R$ 40 bilhões em crédito — sendo R$ 30 bi do Fundo Social e R$ 10 bi do SBPE — com juros baixos e suporte técnico gratuito.

Público-alvo? Famílias com renda de até R$ 9.600. Valor máximo? R$ 30 mil por empréstimo. A meta é reformar 1,5 milhão de casas até 2026, com as primeiras operações começando já em novembro.

Em outras palavras: o governo quer mostrar serviço visível — de pintura de fachada a telhado novo — antes do próximo ciclo eleitoral. 🧱

💡 MCMV ganha nova faixa (e novo público)

Para manter o fôlego, o programa também ganhou a Faixa 4, voltada a famílias com renda entre R$ 8.600 e R$ 12 mil. A medida amplia o alcance da política habitacional e tenta recuperar a classe média — que ficou de fora nas versões anteriores do programa.
Mais faixas, mais crédito, mais contratos — e mais fotos de entrega de chaves, claro.

🏦 Crédito imobiliário: o reforço de R$ 50 bilhões

Além do FGTS, o governo aposta no SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para injetar R$ 50 bilhões extras no mercado imobiliário em 2026. Com o teto dos imóveis do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) atualizado, 80% dos novos contratos devem entrar nesse modelo — com juros limitados a 12% ao ano.

Na prática, o governo quer expandir o crédito com segurança e manter o setor aquecido — sem deixar o sonho da casa própria escapar por causa dos juros.

⚙️ No balanço geral
A conta é simples:
  • Mais crédito;
  • Mais obras;
  • Mais famílias contempladas;
  • E um setor que segue sendo motor político e econômico do país.

Se tudo correr no cronograma, 2026 promete ser mais um ano de tijolo, concreto e manchetes positivas para o governo. Mas, como se sabe, em Brasília — e no canteiro de obras — o cronograma raramente sai como o previsto.

Foto: Ministro das Cidades, Jader Filho. Agência Gov | Via Secom/PR.
 
 
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