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Minha Casa, Minha Vida dispara: vendas crescem 74% em SP e desafiam juros altos

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 12 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
No auge da crise imobiliária, o Minha Casa, Minha Vida mostra resiliência e cresce com apoio do FGTS, reajuste de preços e incentivos locais.

Minha Casa, Minha Vida dispara: vendas crescem 74% em SP e desafiam juros altos
Construção do Minha Casa Minha Vida no bairro de Pirituba em São Paulo. Foto: Gabriel Cabral - 4.abr.19/Folhapress.
Enquanto boa parte do mercado imobiliário freia diante dos juros elevados, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue em ritmo próprio. No 2º trimestre de 2025, os lançamentos subiram 11,7%, alcançando 17.911 unidades. Mais impressionante: as vendas saltaram 74%, chegando a 19.354 unidades.

Traduzindo em dinheiro: o VGV bateu R$ 5,1 bilhões, contra R$ 4,2 bilhões um ano antes, segundo a Brain Inteligência Estratégica. Resultado? Hoje, o programa já responde por quase 60% dos lançamentos e mais da metade das vendas em São Paulo.

📊 Três engrenagens que explicam o boom

Para Fábio Tadeu Araújo, CEO da Brain, não foi a demanda que mudou — ela sempre existiu. O que mudou foi a capacidade das construtoras de atender. E isso tem nome e sobrenome:

  1. Política habitacional da cidade – há quase dez anos São Paulo dá incentivos extras para projetos do MCMV.
  2. Reajuste de preços em 2023 – a medida do governo Lula destravou a viabilidade de novos empreendimentos.
  3. Explosão dos recursos do FGTS – saltaram de R$ 50 bi para R$ 130 bi anuais, ampliando o poder de compra.

Com esse tripé, o programa se blindou de juros altos e inflação, sustentado ainda por aportes estaduais de até R$ 30 mil para entrada.

🏙️ Santo Amaro dispara na valorização

Entre os bairros, Santo Amaro liderou a alta do m²: valorização de 36,9% em um ano. A explicação? Melhor localização dos novos projetos e mudança no perfil: imóveis antes enquadrados na faixa 2 agora se deslocam para a faixa 3, onde o público tem mais renda e, portanto, mais fôlego para pagar.

Na outra ponta, a Mooca brilhou em volume, com 2.637 unidades lançadas no 1º semestre. Zonas oeste como Lapa, Butantã e Barra Funda também viraram hotspots — bairros onde o potencial construtivo e a renda média mais alta formam a combinação perfeita para o programa.

💡 Demanda infinita?

A avaliação de Araújo é direta: a demanda por habitação popular em São Paulo e no Brasil é tão grande que nem o setor inteiro consegue dar conta. Ou seja, o MCMV não corre risco de falta de comprador.

Mas há um alerta vermelho: o custo de construção. As unidades de 2 quartos já encolheram ao limite — 34 a 35 m². Se o custo subir mais, não há como cortar na planta. A conta vai bater direto no ticket final.

🏗️ Conclusão

No tabuleiro da construção civil, o Minha Casa, Minha Vida mostra que subsídio e política pública bem calibrada podem virar o jogo. Enquanto o mercado de médio e alto padrão ajusta rota, o segmento econômico segue crescendo — e pode ser o motor de 2025 e 2026.
 
 
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