Minha Casa, Minha Vida dispara: vendas crescem 74% em SP e desafiam juros altos
- Redação Liga News

- 12 de set. de 2025
- 2 min de leitura
No auge da crise imobiliária, o Minha Casa, Minha Vida mostra resiliência e cresce com apoio do FGTS, reajuste de preços e incentivos locais.

Enquanto boa parte do mercado imobiliário freia diante dos juros elevados, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue em ritmo próprio. No 2º trimestre de 2025, os lançamentos subiram 11,7%, alcançando 17.911 unidades. Mais impressionante: as vendas saltaram 74%, chegando a 19.354 unidades.
Traduzindo em dinheiro: o VGV bateu R$ 5,1 bilhões, contra R$ 4,2 bilhões um ano antes, segundo a Brain Inteligência Estratégica. Resultado? Hoje, o programa já responde por quase 60% dos lançamentos e mais da metade das vendas em São Paulo.
📊 Três engrenagens que explicam o boom
Para Fábio Tadeu Araújo, CEO da Brain, não foi a demanda que mudou — ela sempre existiu. O que mudou foi a capacidade das construtoras de atender. E isso tem nome e sobrenome:
Política habitacional da cidade – há quase dez anos São Paulo dá incentivos extras para projetos do MCMV.
Reajuste de preços em 2023 – a medida do governo Lula destravou a viabilidade de novos empreendimentos.
Explosão dos recursos do FGTS – saltaram de R$ 50 bi para R$ 130 bi anuais, ampliando o poder de compra.










