Direcional, Even e Pacaembu sobem; Cyrela e Lavvi caem: o que o 4T25 revelou
- Redação Liga News

- 20 de jan.
- 2 min de leitura
As prévias operacionais do quarto trimestre de 2025 revelam um mercado imobiliário em dois tempos, onde execução, timing e estratégia separaram crescimento de retração.

Cinco construtoras listadas na B3 divulgaram, na última quinta-feira (15), as prévias operacionais do quarto trimestre de 2025. O detalhe que importa? Os números contam histórias bem diferentes (mesmo dentro do mesmo mercado).
De um lado, Direcional, Even e Pacaembu aceleraram vendas e lançamentos. Do outro, Cyrela e Lavvi fecharam o ano pisando no freio. Coincidência? Nem tanto.
Crescer vendendo… ainda é possível 💰
A Direcional fechou o 4T25 com R$ 1,3 bilhão em vendas líquidas, alta de 5% na comparação anual. Pode não parecer explosivo, mas o detalhe está nos lançamentos: R$ 1,7 bilhão em VGV, avanço de 19,5% frente ao 4T24. Em um mercado seletivo, lançar certo virou vantagem competitiva.
Já a Even acelerou de forma mais clara. Foram R$ 523 milhões em vendas líquidas no trimestre — um salto de 30% na base anual. No acumulado de 2025, a incorporadora somou R$ 2,7 bilhões, com R$ 2 bilhões concentrados na própria marca Even. O 4T também veio com R$ 881 milhões em lançamentos, reforçando o ritmo.
A Pacaembu, por sua vez, entregou os números mais chamativos: lançamentos cresceram 66%, alcançando R$ 763 milhões, enquanto as vendas líquidas avançaram 28%, para R$ 693,4 milhões. A empresa classificou o desempenho como recorde, embora, vale o asterisco, o trimestre tenha desacelerado frente ao 3T25.
Moral da história? Quem conseguiu alinhar produto, preço e timing ainda encontrou comprador.
Nem todo gigante passa ileso ⚠️
Na outra ponta do pregão, os números acenderam um sinal amarelo. A Cyrela registrou R$ 2,37 bilhões em vendas líquidas, uma queda de 33% em relação ao 4T24.
Os lançamentos acompanharam o movimento: R$ 3,31 bilhões em VGV, recuo de 32% na base anual. Não é pouco: especialmente para quem dita tendências no alto padrão.
A Lavvi também fechou o trimestre em retração. As vendas líquidas somaram R$ 719 milhões, queda de 17% na comparação anual. O VGV lançado chegou a R$ 880 milhões, com leve recuo de 3% frente ao trimestre anterior.
Aqui, a pergunta inevitável surge: o problema foi demanda… ou estratégia?
O mercado não está ruim. Ele está seletivo 🎯
As prévias deixam um recado claro para 2026: o ciclo não é homogêneo. Mesmo sob juros elevados e crédito mais restrito, algumas incorporadoras conseguiram crescer. Outras, não.
Execução, perfil de produto, velocidade de vendas e disciplina de lançamentos passaram a pesar mais do que o “nome na fachada”.
E o mercado, como sempre, fez o que sabe melhor: premiou quem entregou e cobrou quem tropeçou. 2026 promete menos indulgência (e mais comparação direta).










