top of page

Reforma Tributária pode encarecer obras em até 20%

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 3 de fev.
  • 2 min de leitura

A regulamentação da Lei Complementar 214/2025 deve provocar a maior reorganização fiscal da construção civil em décadas, com impactos diretos sobre custos, contratos e competitividade.


Reforma Tributária pode encarecer obras em até 20%

A promessa é eficiência. O efeito colateral pode ser até 20% a mais no custo da obra.

Segundo um estudo da BSSP Consulting, divulgado com exclusividade pela EXAME, a regulamentação da Lei Complementar 214/2025 deve provocar uma das maiores reengenharias fiscais da história da construção civil brasileira. E não estamos falando de detalhe contábil.


Estamos falando de margem, preço final e sobrevivência competitiva.


💣 O número que muda a conversa: +20% no custo final

O relatório, coordenado por Liêda Amaral, com apoio dos tributaristas Fábio Lira e Fábio Rodrigues, desenha um cenário assimétrico:


  • 📉 –4% em média no custo de insumos industriais (aço, cimento, cerâmica)

  • 📈 +18% a +20% na mão de obra até 2029

  • 📦 +2% em equipamentos e EPIs, puxados pelo Imposto Seletivo


Ou seja: quem constrói com gente sente mais do que quem vende material. Coincidência? Nada disso. A construção é intensiva em serviços, exatamente onde a Reforma mais aperta.


🔄 Não cumulatividade: avanço técnico, dor operacional

Sai PIS/Cofins, entram CBS e IBS. No papel, um modelo mais limpo. Na prática? Uma exigência brutal de revisão de preços, contratos e controles.


“A transição exige uma revisão completa da estrutura de precificação e fiscal das empresas”, resume Liêda Amaral.


Quem não dominar apuração e gestão de créditos tributários vai perder competitividade — simples assim.


🧠 Tributação “por fora”: transparência ou choque de realidade?

Outro ponto sensível: a adoção da tributação “por fora”. Os impostos deixam de estar embutidos no preço e passam a aparecer claramente para o consumidor.


Mais transparência? Sim.

Mais sensibilidade ao preço final? Também.


O custo tributário deixa de ser invisível. E invisibilidade, convenhamos, sempre ajudou a vender.


Materiais: quem ganha e quem perde?

No varejo de materiais de construção, o efeito é quase esquizofrênico:


  • Cerâmicas: até –25%

  • Plásticos: até +26%

  • Eletrônicos: +11%


O problema não é só subir ou cair. É redistribuir o peso ao longo da cadeia. “O ponto crítico não é a carga, mas onde ela fica”, alerta Fábio Lira.


🏛️ Um setor gigante… atravessando um funil estreito

A construção civil responde por:


  • 3% do PIB brasileiro

  • 3 milhões de empregos diretos

  • R$ 580 bilhões/ano só no varejo de materiais


E ainda assim, terá que atravessar uma transição tributária até 2033, convivendo com dois regimes ao mesmo tempo. Resultado esperado?


👉 margens comprimidas

👉 contratos redesenhados

👉 governança fiscal digitalizada (ou prejuízo)


“A Reforma promete simplificar, mas cobra uma curva de aprendizado alta”, diz Fábio Rodrigues.


No fim das contas…

A Reforma Tributária não é só um tema fiscal. É um teste de maturidade de gestão.


Quem tratar como detalhe contábil vai sentir no caixa. Quem antecipar cenários, redesenhar contratos e profissionalizar a governança… pode até ganhar vantagem.


A pergunta que fica é simples (e incômoda): o seu custo já mudou… ou você só ainda não percebeu?

 
 
Logo do LigaNews

Construa seu dia com o que realmente impacta a construção civil. 

Notícias da LigaNews no seu email

© Construliga 2025. Todos os direitos reservados.

  • Whatsapp
  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Threads
bottom of page