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Moura Dubeux acelera vendas e flerta com follow-on para financiar JV com a Direcional

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 14 de jan.
  • 3 min de leitura
Após crescer 47% em vendas e acelerar lançamentos, a incorporadora avalia reforçar o caixa com nova oferta de ações.

Moura Dubeux acelera vendas, flerta com follow-on com Direcional e testa o apetite do mercado

A Moura Dubeux encerrou 2025 pisando fundo no acelerador. Foram R$ 3,51 bilhões em vendas líquidas, um salto de 47% em relação a 2024 — ritmo que coloca a incorporadora nordestina entre os destaques do ano. Mas crescimento cobra seu preço.

E, neste caso, ele pode vir na forma de um follow-on de até R$ 500 milhões para alavancar o crescimento da JV que criou no fim do ano passado com a Direcional para atuar na Faixa 3 do Minha Casa Minha Vida nas maiores capitais nordestinas: Recife, Salvador, Fortaleza e Natal.

A pergunta que paira no ar é simples — e incômoda: é o momento certo para pedir mais capital ao mercado?


📈 Crescer é bom. Crescer rápido exige caixa

O motor do desempenho foi ligado no segundo semestre. Só no 4T25, a incorporadora vendeu R$ 698 milhões, alta de 34,1% na comparação anual. Nada mal.


Mas o detalhe está nos bastidores: o crescimento veio puxado por lançamentos robustos, não por aceleração da velocidade de vendas.


No trimestre, foram três projetos lançados, somando R$ 988,4 milhões em VGV líquido — mais que o dobro do registrado no 4T24. No acumulado do ano, o número impressiona: 17 empreendimentos e R$ 4,59 bilhões em VGV.


O recado é claro: a Moura Dubeux está expandindo a prateleira. Agora, precisa vender bem essa vitrine.


⚠️ VSO cai e levanta a sobrancelha do investidor

Nem tudo, porém, cresce no mesmo ritmo. O VSO líquido recuou para 16,8% no trimestre, queda de 2,7 pontos percentuais em relação ao 4T24. Nada dramático — mas suficiente para acender um alerta.


📉 Mais produto disponível + vendas crescendo em ritmo menor = mais capital empatado em estoque.


Em um mercado onde custo de capital ainda pesa, eficiência virou palavra-chave.


Follow-on no radar: até R$ 500 milhões na mesa

Foi nesse contexto que veio o fato relevante. A Moura Dubeux confirmou que estuda uma oferta subsequente de ações (follow-on) com:


  • R$ 250 milhões em emissão primária,

  • possibilidade de lote adicional de mais R$ 250 milhões.


Ou seja: até R$ 500 milhões podem entrar no caixa. A operação, se sair do papel, será voltada a investidores profissionais no Brasil, com esforços de colocação no exterior. O time escalado não é pequeno: Itaú BBA, BTG Pactual, Bradesco BBI e Santander.


Controladores colocam dinheiro próprio no jogo

Aqui entra um sinal relevante para o mercado. Os controladores — pessoas físicas — se comprometeram a subscrever até R$ 90 milhões da oferta prioritária, ao preço definido no bookbuilding.


Tradução prática: skin in the game. A empresa reforça que não haverá mudança no controle acionário, mesmo com a eventual captação.


⏳ Mercado decide: crescimento convence ou assusta?

Nada está fechado. A oferta depende:


  • das condições de mercado,

  • de aprovações societárias,

  • e, claro, do apetite dos investidores.


Por enquanto, não há oferta pública em curso. Mas o movimento revela o pano de fundo: recordes operacionais exigem mais capital, especialmente em um ciclo de lançamentos intensos.


A Moura Dubeux cresce e rápido. Agora, o mercado vai dizer se prefere financiar essa expansão ou esperar a conversão do VGV em caixa antes de abrir a carteira.


No fim, a pergunta que importa não é se a empresa cresce. É a que custo e com qual retorno.

 
 
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